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André Gabrich passou mais de vinte anos à frente de um escritório de arquitetura voltado a licitações públicas. O trabalho rendeu prêmios, entre eles o reconhecimento pela requalificação de uma área tombada do centro de Salvador. Mas nos últimos anos a rotina virou relatório, análise de contrato e mediação de conflito entre agentes públicos. Foi nesse ponto que decidiu se dedicar à cozinha, onde sempre sentiu mais prazer.
André não tem formação em gastronomia. Aprendeu observando, desde criança, dentro de casa. Quem ensinou os primeiros passos da panificação foi o próprio marido, médico de formação, que já fazia pão em casa. Depois, André fez um curso com a arquiteta e padeira Renata Rocha, fundadora da Albertina Pães Especiais, para aprender novas receitas. Completou a formação com o padeiro Furtini, que ensinou brioches, e com a padeira Jessica, que ensinou folhados e panetone.
A virada veio depois de seis meses de testes com uma receita de croissant. Toda semana, o resultado ia para um grupo de degustação. Uma amiga perguntou se podia divulgar a venda dos folhados entre conhecidos. Antes de uma resposta, a encomenda já passava do que André conseguiria produzir no forno de casa, com a massa laminada à mão e sem equipamento profissional. Dali em diante não houve retorno à arquitetura.
O nome da marca nasceu de forma espontânea. Na busca por um nome que aproximasse o cliente da cozinha, a afilhada de André, então com oito anos, sugeriu Pão do Dedé. Desde então, o apelido identifica tanto o pão quanto o próprio André.
Em 2024, o panetone tradicional de frutas da Dedé foi eleito o melhor de Belo Horizonte pelo jornal O Tempo, prêmio que também reconheceu a versão com chocolate. Hoje a padaria opera por encomenda e participa de feiras como a Feira Fresca, a Quermesse da Mary, a Feira da Estação do Museu de Artes e Ofícios, o Festival de Pão e Queijo e a Feira de Natal do CCBB. A loja própria abre em outubro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte.
André está disponível para entrevista e pode falar sobre a mudança de carreira, o aprendizado do ofício, a criação da marca e a abertura da loja.
Contato: [nome, telefone e e-mail a inserir]
Serviço
Loja: inauguração em outubro, em Belo Horizonte. Dia e endereço em breve.
Pão exclusivo da Dedé no Cria Café, durante a CasaCor Minas 2026, de 15 de agosto a 6 de outubro.
Instagram: @dede.paes.artesanais
Outros arquitetos que viraram padeiros em Belo Horizonte e São Paulo
André não é caso isolado. Renata Rocha, com quem ele fez um curso no início da carreira, também deixou a arquitetura para fundar a Albertina Pães Especiais, onde trabalha com fermentação natural há quase dez anos. Camilo Gazzinelli, arquiteto, criou ao lado de Luciana Martins o ateliê de pães Cum Panio, um dos pioneiros da fermentação natural na cidade. Em São Paulo, Pamela Puertas seguiu caminho semelhante. Arquiteta de formação, começou a fazer pães durante a pandemia e hoje comanda a Pan Padaria Artesanal.

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