VISITE O NOSSO INSTAGRAM: https://ww.instagram.com/cervanacaneca
A viagem corporativa está voltando a crescer, mas a lógica que orienta esse movimento mudou. Em vez de ampliar o número de deslocamentos, empresas estão mais preocupadas em entender quais viagens efetivamente contribuem para resultados de negócio. Encontros com clientes, negociações, integração de equipes e decisões estratégicas passam a justificar o deslocamento presencial em um cenário no qual a tecnologia permite que boa parte das interações aconteça à distância.
Esse foi o ponto de partida do primeiro Kontik Insights 2026, realizado pela Kontik Business Travel, empresa do Grupo Kontik, em São Paulo, no dia primeiro de setembro, que reuniu executivos do setor para discutir os impactos da inteligência artificial, a evolução da experiência do viajante e o papel das relações humanas em um mercado cada vez mais digital.
O movimento acontece em um cenário de expansão das viagens corporativas, mas com um crescimento cada vez mais associado ao valor gerado por cada deslocamento. Segundo dados apresentados durante o Kontik Insights, o mercado global de viagens corporativas deve movimentar US$1,71 trilhão em 2026, com alta de 7,2% nos gastos, enquanto o número de transações deve avançar apenas 1,3%.
No Brasil, o ritmo projetado é ainda maior: crescimento de 13,8%, acima dos 11,7% esperados para a América Latina. O cenário reforça uma mudança na dinâmica do setor: mais do que aumentar a quantidade de viagens, empresas estão buscando entender quais deslocamentos fazem sentido para o negócio, e, nesse processo, o viajante ganha importância como ponto central da tomada de decisão.
“A presença constrói confiança. Tem negociação que exige olho no olho”, afirmou a apresentadora e Mestre de Cerimônias, Sheila Magalhães, na abertura do encontro. A provocação introduziu uma discussão que atravessou o evento: em um cenário de crescente digitalização das relações e dos processos de viagem, quais são os momentos em que estar presente continua fazendo diferença, e como a tecnologia pode potencializar, em vez de substituir, esse valor?