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Silenciosa, crônica e muitas vezes negligenciada, a doença celíaca atinge o intestino, mas afeta o corpo inteiro. Essa condição autoimune hereditária faz com que o organismo reaja de forma agressiva ao glúten — proteína presente em cereais como trigo, centeio, cevada e malte. Para quem convive com o diagnóstico, o pão nosso de cada dia pode ser o início de um processo inflamatório devastador.
Embora estudos apontem que entre 0,5% e 1% da população nos Estados Unidos e Europa seja afetada, especialistas acreditam que o número real pode ser bem maior. O motivo? O subdiagnóstico é comum — e os sintomas, variados.
O que é o glúten e por que ele virou vilão?
O glúten é uma mistura de proteínas (gliadina e glutenina) que confere elasticidade às massas e estrutura a pães e bolos. Fora da cozinha, também está presente em alimentos industrializados, rações, cosméticos, adesivos e até na fabricação de aminoácidos como o glutamato monossódico.
Com a popularização das dietas sem glúten, o composto passou a ocupar o centro de debates sobre saúde e bem-estar. Mas, para celíacos, cortar o glúten não é uma escolha: é uma necessidade vital.
