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A reforma tributária aprovada pelo Congresso e em fase de regulamentação começa a produzir efeitos concretos no dia a dia do foodservice. A substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e Cofins pelo IBS e pela CBS altera a forma de incidência de impostos sobre produtos e serviços, impactando diretamente a formação de preços em bares e restaurantes.
Em um setor que já opera com margens apertadas, a revisão de cardápios deixou de ser uma decisão estratégica de médio prazo e passou a ser uma necessidade imediata.
Marcelo Marani, professor e fundador da Donos de Restaurantes, avalia que muitos empresários ainda tratam a reforma como um tema distante, quando, na prática, ela já interfere nas decisões mais básicas do negócio. “A lógica antiga de precificação deixa de fazer sentido. O imposto passa a incidir de outra forma, créditos mudam e, se o empresário não recalcular o custo real de cada prato, corre o risco de vender mais e ganhar menos”, afirma.
O impacto não se limita ao valor final cobrado do consumidor. A mudança no regime tributário afeta a negociação com fornecedores, a escolha de insumos e até a composição do cardápio. Produtos antes vantajosos podem perder margem, enquanto outros passam a ter melhor desempenho financeiro.
Segundo Marcelo, insistir em manter o cardápio intacto é um erro recorrente. “O cardápio não é uma peça fixa. Ele precisa refletir a realidade fiscal, operacional e de consumo. A reforma acelera esse ajuste”, diz.
Na prática, a revisão começa pelo mapeamento detalhado dos custos. Muitos restaurantes ainda calculam preços com base apenas no valor do insumo principal, sem considerar carga tributária efetiva, despesas indiretas e impacto do aproveitamento de créditos.












