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Ao completar dez anos no Porto da Barra, em Manguinhos, o Casablanca reúne em sua trajetória diferentes momentos da gastronomia. Depois de uma breve experiência como café à beira-mar, a casa ganhou força como steakhouse, fase em que as carnes assumiram o protagonismo do cardápio. Mais recentemente, passou por um novo reposicionamento até encontrar na gastronomia contemporânea a expressão que mantém atualmente.
A longevidade ganha relevância em um ambiente empresarial no qual muitos negócios não avançam além dos primeiros anos. Segundo a pesquisa Demografia das Empresas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 37,3% das empresas empregadoras criadas no Brasil em 2017 permaneciam em atividade cinco anos depois. Em um destino turístico marcado pela sazonalidade e pela renovação constante da oferta gastronômica, atravessar uma década representa um marco ainda mais significativo.
Inaugurado em 2016, o Casablanca começou como um café à beira-mar, com pães artesanais, cafés especiais, brunch e lanches. A proposta permaneceu por pouco tempo, mas serviu como ponto de partida para a leitura do comportamento dos frequentadores. O espaço convidava à permanência, e os clientes demonstravam interesse em almoçar, brindar, compartilhar a mesa e aproveitar por mais tempo a vista para a Baía de Manguinhos.
A fase ajudou a consolidar o Casablanca como um endereço frequentado por moradores e turistas. Mais do que uma mudança no cardápio, representou o amadurecimento da operação e a construção de uma identidade ligada à experiência de permanecer à mesa, compartilhar pratos e contemplar o pôr do sol de Manguinhos.














