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Nesta quinta-feira, 22 de outubro, é celebrado o Dia do Enólogo, data que reconhece o profissional responsável por todas as etapas da elaboração do vinho, do vinhedo à garrafa. Para marcar a data, Thamirys Schneider, especialista de produtos do Grupo Wine, o grupo número 1 de vinhos no Brasil, homenageia enólogos de vinícolas parceiras que se destacam pela inovação e pelo reconhecimento internacional: Carla Tiago e Ricardo Macedo, que comandam a enologia da Burmester, uma das principais produtoras do Douro e do Porto, em Portugal; Felipe Tosso, diretor de enologia da Viña Ventisquero e incluído na lista Master Winemaker Top 100 2026, publicada pela revista britânica The Drinks Business; e José Lovaglio Balbo, diretor de enologia da argentina Susana Balbo, que assina um Torrontés laranja premiado com a distinção máxima da Global Orange Wine Masters.
A enologia é a ciência que estuda a produção dos vinhos, e o enólogo responde por cada decisão que define o resultado na garrafa, da leitura do clima e da escolha do solo e da variedade de uva aos métodos de plantio e colheita, à fermentação, ao engarrafamento e ao envelhecimento. No Brasil, a profissão foi regulamentada em 2007. “Há quem pense que o dia a dia de um enólogo é uma sequência infinita de degustações, mas não é bem assim. O profissional formado na ciência do vinho acompanha cada fase do processo, a começar pelo cultivo nas vinhas”, explica Thamirys.
O trabalho começa ao ar livre, quando o enólogo, ao lado do agrônomo ou do viticultor, participa do manejo das plantas e determina o ponto ideal de colheita. Na vinícola, supervisiona a extração do suco e a fermentação em tanques de aço inox ou barricas de carvalho, conduz a estabilização e define os blends, provando o vinho periodicamente ao longo de todo o caminho. Depois vem o envase, etapa que exige rigor de higiene para evitar contaminações, e o acompanhamento dos vinhos que seguem amadurecendo em garrafa. E o trabalho não termina aí. “Nos últimos anos, o enólogo também passou a ser o garoto-propaganda dos rótulos. É ele quem recebe visitantes, conduz degustações e apresenta os méritos de seus vinhos em feiras e encontros com consumidores”, observa a especialista.
Para chegar lá, a formação passa por química, microbiologia e física. No Brasil, institutos técnicos oferecem cursos superiores de enologia que incluem o estudo da constituição das uvas, análises físico-químicas de amostras de vinho e noções da regulamentação que orienta a produção e a comercialização da bebida. Aprender a provar faz parte do currículo, já que um enólogo pode degustar até milhares de amostras por ano e precisa reconhecer cada nuance. As turmas costumam ter perfil eclético, com recém-formados do ensino médio, nutricionistas, administradores, produtores rurais e profissionais de turismo.
Conheça a seguir alguns profissionais por trás dos rótulos de destaque do portfólio do Grupo Wine em Portugal, Uruguai e Argentina.