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Muito antes de conceitos como uso misto e cidades de proximidade entrarem no debate contemporâneo sobre urbanismo, alguns edifícios brasileiros já experimentavam a ideia de concentrar diferentes formas de viver em uma mesma estrutura. Em São Paulo, exemplos como o Copan, o Conjunto Nacional, o Edifício Esther e o Edifício Eiffel mostram como moradia, trabalho, comércio, serviços, cultura e lazer podem coexistir no mesmo endereço. Na CASACOR Rio 2026, o Edifício Aliança da Bahia apresenta uma leitura contemporânea dessa possibilidade ao reunir, em seus diferentes pavimentos, uma multiplicidade de espaços e funções.
A ocupação proposta pela mostra transforma o prédio em uma espécie de ecossistema urbano em escala reduzida. Ao lado de apartamentos, casas, estúdios e lofts, surgem ambientes destinados ao trabalho, à criação, ao cuidado, à gastronomia, ao comércio, à cultura e à convivência. O resultado evidencia que um edifício pode ultrapassar a função de abrigar apenas residências ou escritórios e incorporar diferentes atividades da vida cotidiana.
“A escolha de um edifício como o Aliança da Bahia para esta edição traduz muito do que acreditamos para o futuro das cidades. É um espaço que permite reunir diferentes formas de morar, trabalhar, criar, conviver e se relacionar com a cultura em um mesmo endereço. A CASACOR Rio sempre teve essa relação muito próxima com a cidade e, neste momento de celebração dos nossos 35 anos, ocupar um prédio com esse potencial reforça nosso olhar para uma arquitetura conectada à vida real e às transformações da sociedade”, afirmam Patricia Mayer e Patricia Quentel, diretoras da CASACOR Rio.
No Aliança da Bahia, essa diversidade aparece já na própria recepção, projetada originalmente por Ruy Rezende e mantida em sua configuração, em uma homenagem ao arquiteto responsável pelo retrofit do edifício. A partir dali diferentes formas de habitar se distribuem pelos pavimentos. A Casa Abraço DECA, assinada pelo Studio Marino, a Casa Una, de Jacira Pinheiro, a Casa Entre Tempos | Brastemp, de Gisele Taranto Arquitetura, a Casa CO/EXISTIR, do STUDIOPLANO, a Casa Glade por Paula Neder, de PN+ | Paula Neder Arquitetura, e a Casa de Memórias, de Sebastian Gomez Arquitetura, apresentam interpretações distintas sobre a casa contemporânea.

