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Em Três Pontas, no Sul de Minas Gerais, o casal Paulo Sérgio de Souza Rodrigues e Regina Helena Sierra Rodrigues transformou uma propriedade rural, inicialmente comprada para reunir família e amigos, em cenário para uma nova atividade econômica. Entre canaviais, uma pequena igreja e o alambique, nasceu a Cachaça Divina Cana, resultado de uma história que reúne memória afetiva, conhecimento e prazer em receber.
A marca foi lançada em agosto de 2022, depois de anos de aperfeiçoamento da produção. Hoje, a Divina Cana reúne diferentes rótulos, armazenamento em barris de madeira nobre e uma experiência turística que aproxima visitantes dos processos de produção e das histórias de Três Pontas.
O que levou à cachaça
A história de Paulo e Regina com Três Pontas começou em 1999, quando, após mudanças na carreira profissional, o casal deixou Franca, no interior de São Paulo, para assumir uma funerária na cidade. Em 2010, com o objetivo de ter um lugar de descanso e receber familiares e amigos, adquiriram uma propriedade rural. Escolhido por Regina pela paisagem que despertava lembranças da casa dos avós, o local foi transformado aos poucos, com jardins, uma casa de seis quartos e a reconstrução de uma antiga igrejinha.
A ideia de produzir cachaça surgiu alguns anos depois, em um momento familiar delicado. Após a morte do pai, em 2015, Paulo procurava uma atividade em que pudesse desacelerar os pensamentos. Foi então que uma lembrança afetiva ganhou novo significado: seu pai era um grande admirador de alambiques. Paulo não hesitou quando teve a oportunidade de adquirir um em Três Pontas. O encontro entre a memória e a nova possibilidade foi o primeiro impulso para a produção.
Químico de formação e sem conhecimento prévio sobre a atividade, Paulo começou de forma pequena e foi aprendendo aos poucos. A primeira cachaça agradou aos amigos e despertou nele a vontade de se aprofundar no assunto. Em 2016, já havia produzido cerca de dois mil litros e decidiu transformar a experiência em um negócio especializado. “Eu não conhecia nada de alambique, mas sempre fui apaixonado por qualquer processo produtivo. Fui aprendendo na prática e, após fazer a primeira cachaça, percebi que era de boa qualidade. A partir daí, resolvi que, com mais aprimoramento, o produto seria ainda melhor”, lembra.
