segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Conferência de Cervejeiros no Chile compartilha dicas de receitas


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 São três dias de imersão na cultura cervejeira conduzida por 12 especialistas de prestígio internacional em paralelo à Copa Cervezas de América, no Chile. A Conferência de Cervejeiros, de 18 a 20 de outubro, está com inscrições abertas (Cervejarias que participam do concurso com três ou mais rótulos têm desconto, e a organização da conferência assumiu o compromisso de oferecer tradução simultânea em português em caso de mais de 30 participanes de língua portuguesa inscritos) O congresso é um olhar para o futuro do negócio. Despois do primeiro dia, dedicado ao tema "Inovação e Novas Técnicas", a programação de 19 de outubro foca em "Estilos e elaboração de receitas". Confira a seguir a programação e detalhes sobre o conteúdo de cada palestra.

Os nomes e os horários e os temas do 2º dia:

John Roberts (10h/11h) trata de “Estilos de cerveja híbrida”. O que torna uma cerveja híbrida? Geralmente as híbridas são cervejas que utilizam ingredientes ou técnicas usadas na fabricação de Ales e Lagers de formas não tradicionais. Os exemplos mais óbvios: California Common, originada em São Francisco (Califórnia/EUA) em meados dos anos 1800 por imigrantes alemães, Kölsch, a tradicional cerveja de Colônia (Köln), na Alemanha, e Alt, a complexa Brown Ale de Dusseldorf, Alemanha. A palestra discute a história, a elaboração de receitas e técnicas de fabricação desses estilos híbridos, bem como as cervejas americanas de trigo e centeio, além de um novo estilo híbrido que tem ganhado espaço entre os fabricantes de cerveja, principalmente os norte-americanos: India Pale Lager.


Kristen England (11h30min/12h30min) fala sobre Stout, "um dos estilos de cerveja mais amplos e profundos do mundo – também um dos mais mal compreendidos". Traz um pouco da história do estilo, como se difere das Porters, e uma visão detalhada dos múltiplos componentes dos subestilos. Uma das partes mais atrativas do painel é a formulação de receitas.

Stan Hieronymus (13h às 14h) instiga: "Você sabe fabricar cerveja como um monge?" No passado, irmão Pierre, monge na Abadia Trapista de Notre-Dame de Saint-Rémy (Rochefort) disse: “Todo cervejeiro com alguma experiência é capaz de copiar nossa cerveja perfeitamente... Qualquer um que deseje nosso fermento pode removê-lo do fundo e cultivá-lo... Inclusive o malte e lúpulo que usamos não são secretos. Qualquer um que esteja determinado pode fazer facilmente”. Não é exatamente tão simples, mas uma abordagem simples é o segredo para fabricar cervejas de inspiração trapista. Pode-se desenvolver uma dessas cervejas identificando 

1) o alvo, 2) os ingredientes e 3) o processo – todos esses pontos inspirados pela tradição trapista.
É claro que, como outro cervejeiro nascido na Bélgica, Peter Bouckaert, da New Belgium, aponta que também existem outras não tão secretas. “Fabricar cerveja é comprometimento”, ele disse. “Você deve levar em consideração muitos fatores. É uma interação. Você deve ver cada cerveja que você cria como algo holístico”.

 Ron Pattinson (15h30min/16h30min) trata dos “Estilos alemães de cervejas Sour”. Discute os estilos alemães de cervejas ácidas nos últimos 200 anos. A primeira sessão é sobre os estilos Sour atualmente fabricados na Alemanha: Berliner Weisse, Gose e Lichtenheiner. A ênfase da palestra é à Berliner Weisse, descrevendo como sofreu alterações nos últimos 200 anos e como sua popularidade diminuiu ao fim do século 20. A segunda sessão trata dos estilos Sour antigos não mais produzidos: Deutsches Porter, Broyhan, Cottbusse, Adambier, Malzwein e Lebuser Bier. O painelista salienta cervejas da região de Berlim: Bernauer Bier, Ruppiner Bier, Crossener Bier, Carthäuser Bier, Brandenburgisch Bier e Berliner Braunbier.

Serviço
 Fonte: http://revistabeerart.com/news/conferencia-cervejeiros-dia-2

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