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Localizada em Pinhais (PR), na região metropolitana de Curitiba, a
fábrica da Go Coffee, maior rede de cafés especiais do Brasil,
representa um avanço estrutural no modelo de negócios da empresa
paranaense. A escolha da cidade foi definida pela proximidade com a sede
administrativa, instalada na capital, e pela necessidade de integração
entre áreas estratégicas, como desenvolvimento de produtos, marketing e
operação. A mudança de uma estrutura menor, anteriormente instalada no
centro de Curitiba, para um galpão com maior capacidade reflete a
evolução da empresa e a demanda gerada pela expansão acelerada da
franchising.
A unidade opera com múltiplas linhas de produção simultâneas,
incluindo alimentos, bases para bebidas, xaropes e pré-misturas. Apenas
na categoria de cookies, o volume anual ultrapassa 180 mil unidades. O
portfólio inclui ainda brownies, muffins em diferentes sabores, pizza
breads, bolos caseiros e uma linha completa de bebidas que contempla
frappés, cappuccinos, matcha e chai. A fábrica também produz mais de 20
sabores de xaropes artesanais, entre versões fixas e edições sazonais,
além de itens desenvolvidos em colaborações com marcas do setor de
alimentos. No total, a produção anual alcança centenas de milhares de
itens, com capacidade de expansão conforme o crescimento da rede.
Para André Henning, cofundador da Go Coffee, o modelo produtivo é um
dos pilares do negócio. “Nossa fábrica não tem um limite fixo, ela
cresce junto com a rede. Planejamento de produção e crescimento de
franquias andam no mesmo compasso”, destaca o empresário. “A
verticalização da produção permite maior controle sobre qualidade, custo
e distribuição, reduzindo a dependência de fornecedores externos e
garantindo previsibilidade operacional, um fator considerado estratégico
para redes em expansão”, complementa.
Já Elói Ferreira, cofundador da rede e responsável pelo
desenvolvimento de produtos, ressalta que o equilíbrio entre escala e
identidade também é fundamental. “A fábrica é o elo entre o
desenvolvimento de produto e a experiência do consumidor final. É
artesanal, mas tem disciplina de indústria. Esse equilíbrio garante que o
cookie consumido em Curitiba seja idêntico ao de São Paulo ou Manaus”,
explica. Segundo ele, a produção baseada em receitas próprias e
processos padronizados preserva características sensoriais como textura,
sabor e frescor, mesmo em larga escala.