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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Criatividade e ousadia são ingredientes para que os drinks ganhem mais espaço nas mesas

 

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 Aceita um drink de uísque com uma tarte de chocolate? Ou que tal uma dose de cachaça ouro para acompanhar a picanha, aquele prato de frutos do mar ou a feijoada? Vai um vermute com uma porção de embutidos? Não faltam receitas e dicas de harmonização para propiciar novas experiências e aguçar os paladares. É fato que a coquetelaria está ganhando cada vez mais espaço na rotina dos brasileiros. Se antes estava restrita apenas aos bares e restaurantes, atualmente, faz parte dos almoços e jantares feitos em casa.

Para a Embaixadora do BCB São Paulo, Carolina Oda, alguns tipos de bebidas largam na frente nesse cenário, por já terem aceitação do público. “Ainda existe certo preconceito com opções além do vinho. Muitos consumidores acham que algumas bebidas estufam ou não combinam com pratos. Os vinhos, até por uma construção de cultura, sempre mais vinculados às mesas, estão à frente nessa construção gastronômica. Outra bebida que está ganhando força é a cerveja, por conta dos diferentes tipos que têm surgido no mercado”, diz.

Mas, outros tipos também podem ter espaço na mesa. “Coquetéis, saquê, chás, infusões, todas essas opções funcionam muito bem nos processos de harmonização. É importante considerar que drinks com baixo teor alcoólico vão melhor, considerando o tempo de consumo, com as entradas e pratos. Já os mais alcoólicos podem ir bem com as sobremesas ou etapas mais curtas. Uma dica: os coquetéis com gás podem ser consumidos com os aperitivos, de abertura, com frescor e evitados nas outras etapas da refeição, justamente para não causar sensação de estufamento”, completa Carolina.

Bartender do Tujuína, Maurício Barbosa acredita que a criatividade é fundamental para novas descobertas de harmonização. O profissional aposta no conhecimento de mercado aliado à experimentação para criar novas combinações. “No início, eu fazia uma carta complexa, autoral mesmo, rompendo com padrões de harmonização. Isto sempre permeou o meu trabalho. Não fazer apenas o que está na moda, mas pensar no que pode ser feito. Analisar as características do prato e imaginar o que combinaria. Um bom início é partir da estação. O verão, por exemplo, exige drinks mais leves, feitos com ingredientes mais frescos, mais equilibrados para acompanhar pratos mais leves”, explica.