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O Dia da Gula surge como uma licença simbólica para sair da rotina, deixar a moderação de lado por algumas horas e aproveitar pratos generosos, cheios de sabor e memória afetiva. Mais do que um estímulo ao exagero, a data também provoca reflexões sobre comportamento alimentar, prazer e limites, mostrando que comer bem não está apenas ligado a nutrientes, mas também à emoção.
Dados da Fundação Oswaldo Cruz apontam que o excesso de peso é um desafio crescente no Brasil, reflexo de uma relação cada vez mais emocional com a comida. Ainda assim, especialistas reforçam que o problema não está em momentos pontuais de exagero, mas na repetição automática e sem consciência no dia a dia.
Para a nutricionista Laita Balbio, do Espaço Hi, em São Paulo, existe uma diferença clara entre prazer e gula. “O prazer está ligado à presença e à escolha. Mesmo quando o alimento não é o mais nutritivo, ele é consumido com consciência. A gula aparece quando há perda de controle, alimentação automática e, muitas vezes, desconforto físico ou culpa depois da refeição”, explica.
Segundo a especialista, a gula raramente está relacionada à fome física. “Na maioria das vezes, ela responde a estímulos emocionais como ansiedade, estresse ou cansaço. A fome emocional é imediata, específica e dificilmente gera saciedade real”, afirma. Para aproveitar a data de forma mais equilibrada, a orientação é simples. “Escolher o que realmente dá prazer, comer com atenção, respeitar os sinais de saciedade e manter boa hidratação já reduzem bastante os impactos”, orienta.





