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O Dia das Mães deve movimentar bilhões de reais no comércio brasileiro em 2026 e reforçar o peso estratégico da data para bares e restaurantes. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta crescimento recorrente do consumo em datas comemorativas, com alimentação fora do lar entre os segmentos mais beneficiados pelo aumento da circulação de consumidores.
No food service, a expectativa é de operações mais cheias, tíquete médio maior e avanço das reservas antecipadas, especialmente em capitais e grandes centros urbanos. Ao mesmo tempo, o setor vive uma mudança importante na forma de disputar clientes.
Para Gustavo de Oliveira, especialista em crescimento de restaurantes e fundador do Grupo Alpha, a decisão de consumo passou a acontecer antes mesmo da chegada ao estabelecimento, impulsionada pela experiência digital e pela percepção de conveniência. “Hoje, o cliente escolhe o restaurante analisando ambiente, posicionamento nas redes sociais, velocidade no atendimento online, facilidade para reservar e reputação digital. O preço continua importante, mas deixou de ser o único fator decisivo”, afirma.
Segundo ele, datas de grande movimento escancaram diferenças operacionais entre negócios preparados e restaurantes que ainda dependem apenas do fluxo natural da demanda. “Existe um processo claro de profissionalização no food service. O restaurante que trata marketing apenas como postagem em rede social perde competitividade porque o consumidor está mais exigente e mais rápido na tomada de decisão”, diz.
A mudança ocorre em um momento de pressão sobre custos e necessidade de ganho de eficiência dentro do setor. Pesquisa da Abrasel divulgada neste ano mostra que parte significativa dos bares e restaurantes brasileiros ainda opera com dificuldade financeira, pressionada por despesas operacionais, folha de pagamento e endividamento acumulado. Em paralelo, operações que conseguem aumentar recorrência, retenção e conversão de clientes vêm ampliando a margem mesmo em cenários de maior concorrência.
Nesse contexto, cresce a procura por estruturas mais técnicas de aquisição e relacionamento voltadas especificamente ao mercado de restaurantes. O Grupo Alpha, especializada em marketing, crescimento e gestão para o food service, já atendeu mais de 1.500 restaurantes em diferentes regiões da América Latina, utilizando estratégias voltadas à retenção, aumento de tíquete médio, recuperação de clientes inativos e fortalecimento da operação comercial.
Para Gustavo, a transformação digital do setor deixou de ser tendência e passou a impactar diretamente o faturamento e a previsibilidade de receita. “O restaurante que cresce hoje é aquele que consegue transformar movimento em recorrência. Não basta lotar a casa em uma data comemorativa e perder o cliente depois. A operação precisa criar relacionamento contínuo e usar dados para entender comportamento de consumo”, afirma.
Além das campanhas tradicionais, restaurantes vêm ampliando investimentos em CRM, programas de fidelidade, automação de atendimento, integração entre delivery e salão e campanhas segmentadas por perfil de cliente. O objetivo é reduzir a dependência de sazonalidade e tornar o fluxo de receita mais previsível ao longo do ano.
O movimento deve ganhar ainda mais força nos próximos meses, impulsionado pelo calendário de feriados prolongados e pela expectativa de aumento do consumo durante grandes eventos de audiência global, como a Copa do Mundo de 2026.
Para Athos Vilarins, CEO e fundador do Grupo Alpha, o setor entrou em uma fase mais orientada por dados e eficiência operacional. “O restaurante que cresce hoje não é necessariamente o que investe mais em mídia, mas o que entende melhor o comportamento do cliente e consegue transformar atenção em venda recorrente”, afirma.
A tendência é de aumento da competição por experiência e relacionamento, principalmente em datas de alto fluxo. “O consumidor ficou mais seletivo. Quem entrega conveniência, velocidade, experiência e comunicação clara consegue aumentar o faturamento sem depender exclusivamente de desconto”, diz.
Fontes consultadas
Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC)
https://www.cnc.org.br/
Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel)
https://abrasel.com.br/
Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA)
https://fbha.portaldocomercio.

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