VISITE O NOSSO INSTAGRAM: https://ww.instagram.com/
Há quase 10 anos, em 2018, Renata Wolf atravessou o Atlântico para construir uma nova vida em Portugal e o que começou como uma mudança de país, ao longo dos anos se transformou em um processo de revisão de referências, relações e da própria maneira de enxergar a vida. É a partir dessa experiência que nasce Entre tempos e marés: na travessia que a mudança acontece, obra em que a autora transforma a própria história como imigrante em uma reflexão sobre o que acontece quando a vida muda por fora (e obriga a mudança por dentro).
Vivendo em Cascais, na região de Lisboa, desde que chegou ao novo país, a escritora levou cerca de quatro anos para concluir o livro, período em que também elaborava as transformações provocadas pela experiência de imigrar. Neste lançamento, Renata apresenta descobertas e dificuldades de quem precisa reconstruir a vida longe do lugar de origem. Diferenças culturais, barreiras linguísticas, burocracia, adaptação profissional, saudade, vínculos familiares e pertencimento aparecem na narrativa ao lado de questões mais subjetivas, como a desconstrução de antigas certezas e a necessidade de reaprender a viver. “Partir não é só sair do conhecido, mas é se reencontrar em outro lugar e tempo”, afirma Renata.
Embora seja um relato autobiográfico, este lançamento dialoga com a vivência de mais de 570 mil brasileiros que residem em Portugal. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), o Brasil representa a maior comunidade estrangeira no país, representando 35,9% do total de imigrantes. Por trás dessas estatísticas, estão também os processos individuais de adaptação, perdas e descobertas, além das mudanças de identidade que a escritora coloca em primeiro plano na obra.
A adaptação profissional também fez parte do relato da escritora. Depois de empreender por oito meses no novo país, ela precisou fechar o negócio e rever as estratégias e expectativas que haviam sido criadas ainda no Brasil. A experiência mostrou que referências profissionais e formas de trabalhar não são necessariamente transferidas de um país para outro e que recomeçar também envolve reconhecer erros, repensar escolhas e estar disposta a aprender novamente.
