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Após uma série de sugestões de pauta sobre assuntos alheios ao universo de consumo pessoal deste autor, uma aluna decidiu enviar uma inspiração saborosa, ainda que amarga. Nada é perfeito nesse mundo. E se existe um produto que consegue ornar essas duas características e ainda gerar um resultado muito prazeroso, é a cerveja. Difícil imaginar outra alquimia em que tal combinação seja tão perfeita.
Isso posto, o contexto sugerido para essa elucubração estratégica analítica gira em torno do fato da recém decisão da AMBEV em priorizar esforços de marketing para duas de suas marcas premium em detrimento ao baixo desempenho mercadológico da BECK´s. CORONA e SPATEN agora são a bola da vez.
Tal contexto não se configura com uma novidade, bem como as razões envolvidas na referida “re-priorização” de portfólio. O mesmo aconteceu por volta de 2012, sendo também o fato gerador de uma matéria de uma famosa revista de negócios e de uma prova desafiadora desse velho professor de marketing rabugento. Na época, a reportagem destacava o excelente desempenho da BUDWEISER, outra marca dita como premium da AMBEV, frente a HEINEKEN, cuja operação própria no Brasil iniciara dois anos antes. Naquele ano, segundo a revista, BUDWEISER conseguiu crescer rapidamente no “segmento premium” e alcançar a líder HEINEKEN em termos de participação de mercado, 11,5% contra 12,3%.
Junto com a “BUD” estava sua irmã STELLA ARTOIS, a coadjuvante na briga contra a marca holandesa. Naquele momento, considerando o consumo total da categoria de cerveja no país, juntas possuíam cerca de 0,6% de participação de mercado, contra 0,5% da cerveja de garrafa verde. Certamente, muita coisa mudou desde então, visto que o Grupo HEINEKEN estava iniciando sua operação própria em território nacional e a AMBEV estava ampliando vorazmente suas aquisições de fabricantes e marcas de cerveja pelo mundo.
