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Já escolheu o jantar de Dia dos Namorados? E será que existe mesmo comida que estimula o desejo? A resposta é: depende. Do ponto de vista científico, os efeitos afrodisíacos de certos alimentos ainda são debatidos. Porém, na prática, alguns ingredientes são capazes de provocar sensações físicas e emocionais que ajudam a criar o clima nesta data. Eduardo Duó, chef de cozinha e professor Gastronomia do Centro Universitário de Brasília (CEUB), monta cardápio especial para ocasiões a dois.
A ciência reconhece que alguns ingredientes podem, sim, ter influência sobre o desejo sexual, especialmente aqueles que afetam hormônios, circulação ou humor. O professor cita o caso do chocolate amargo, das pimentas, de oleaginosas (como castanhas e nozes) e até de frutos do mar como ostras. “Porém, os efeitos são geralmente sutis e dependem de muitos fatores”, revela Eduardo.
Com base em ingredientes associados à sensualidade, seja por suas propriedades nutricionais, seus efeitos fisiológicos ou simbolismo, o menu reúne pratos que aguçam o paladar, o olfato e a memória afetiva. “Alguns alimentos têm compostos que influenciam no humor, na circulação e nos hormônios. Mas o mais importante é a experiência total, como a apresentação, os aromas e o contexto”, explica Duó.
Como entrada, o chef aposta na sutileza com intenção: a pimenta biquinho pode ser usada como o toque, ativando a circulação sanguínea e aquecendo a temperatura corporal. O mel, além de energético, carrega simbolismo de prazer que atravessa séculos. Figos, flores comestíveis e açafrão também podem compor a primeira etapa da refeição, misturando sabor, cor e aroma. “O figo é uma fruta associada à fertilidade e o açafrão estimula a serotonina, melhorando o humor. As flores despertam o tato e o olfato, que são sentidos importantes para o prazer”, destaca.
