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quarta-feira, 26 de novembro de 2025

O país deixou de arrecadar R$ 28 bilhões em impostos devido a bebidas falsificadas no último ano

 

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No Brasil, o mercado de bebidas enfrenta uma ameaça crescente: a falsificação. Para se ter uma dimensão desse problema, segundo estudo da Euromonitor International para a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD), o país deixou de arrecadar aproximadamente R$ 28 bilhões em impostos devido a bebidas falsificadas no último ano.

Somente os destilados falsificados correspondem a cerca de 28% do mercado nacional, incluindo bebidas como vodca, uísque, cachaça, tequila, rum, gin e conhaque. Já no segmento de fermentados, 9,7% do mercado é composto por produtos ilícitos, o que representa 81,5 milhões de litros, incluindo vinhos e espumantes.

Além da perda fiscal, produtos adulterados trazem, principalmente, riscos à saúde e à segurança dos consumidores, pois substâncias inadequadas são utilizadas na tentativa de replicar características originais.

"A falsificação atinge principalmente as bebidas de maior valor agregado. Na maioria das vezes, os falsificadores reproduzem seus rótulos de forma idêntica para confundir os consumidores, por serem os itens mais fáceis de burlar", explica Ramon Grasselli, gerente comercial da Soma Solution, fornecedora de equipamentos de codificação industrial, inspeção e automação.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2024

Bebidas falsificadas: rótulos e etiquetas autoadesivas podem evitar os prejuízos bilionários no Brasil

 

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O mercado de produtos falsificados segue crescente no país, configurando uma das maiores preocupações às marcas e ao público consumidor. De acordo com uma apuração do Instituto Ipec – Inteligência em Pesquisa e Consultoria - e do Fórum Nacional contra a Pirataria e Ilegalidade (FNCP), divulgada recentemente, o Brasil teve um prejuízo de R$ 410 bilhões com produtos falsificados em 2022, sendo mais de R$ 72 bilhões referentes apenas ao setor de bebidas alcoólicas. 

De acordo com Carolina Moreton, Coordenadora de Produtos da Avery Dennison, empresa líder em ciência de materiais para rótulos e embalagens, a prática coloca em risco tanto os ganhos financeiros, quanto a reputação das marcas que possuem seus produtos violados e falsificados. Para o consumidor, a executiva aponta riscos ainda maiores, como os relacionados à saúde e segurança, ao consumir bebidas que, na maioria das vezes, podem levar em sua composição ingredientes de procedência duvidosa ou em quantidades acima das especificadas pelos órgãos reguladores.

“Para mitigar essas práticas, hoje já existem soluções com alta tecnologia agregada, que permitem ao consumidor identificar se a bebida foi violada, adulterada, ou ainda, falsificada. São diferentes soluções autoadesivas que podem ser aplicadas tanto nos rótulos, quanto nas embalagens que preservam as garrafas e asseguram a qualidade e originalidade das bebidas durante todo o processo logístico, até sua chegada ao público final”, destaca Carolina.