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Poucos vinhos carregam tanto peso cultural quanto um Chianti. Nascido nas colinas onduladas da Toscana, entre olivais e bosques que moldam seu terroir até hoje, é um dos raros exemplos de denominação vinícola reconhecida desde o século XVIII: a região do Chianti Classico existe oficialmente desde 1716, o que a torna uma das primeiras áreas vinícolas demarcadas do mundo. O selo do Galo Negro, presente nos rótulos até hoje, é herdeiro direto dessa história. Para o Chianti Day, celebrado em 4 de setembro, o sommelier João Gama, da Cantu Grupo Wine, a casa das grandes marcas, indica cinco rótulos de duas vinícolas históricas da região, a Leonardo da Vinci e a Frescobaldi, que mostram como um mesmo estilo de vinho pode assumir personalidades bem distintas.
"O Chianti costuma ser lembrado pela leveza, mas essa é só a porta de entrada. Da versão mais fácil, para acompanhar uma pizza, até os Riserva estruturados que pedem carnes assadas e risotos intensos, é um vinho que amadurece em complexidade sem perder identidade", explica João Gama.
Feito principalmente com a uva Sangiovese, o Chianti costuma trazer notas de frutas vermelhas e ervas secas, e ganha camadas de cereja em conserva, tabaco doce e café expresso nas versões premium, um espectro de sabores que vai da leveza do dia a dia à complexidade de um jantar mais elaborado. Veja a seguir os quatro rótulos selecionados por João Gama.
Leonardo da Vinci Chianti
Elaborado com 85% Sangiovese, 10% Merlot e 5% de outras variedades tintas das colinas de Vinci, este rótulo fermenta em tanques de aço inoxidável e chega ao copo com aromas de cereja, pimenta preta e ameixa. No paladar, é intenso e equilibrado, um clássico acessível que combina bem com massas, costela e queijos, ideal para quem quer conhecer um Chianti sem complicação.
