sexta-feira, 4 de setembro de 2026

Eventos corporativos aceleram migração de hotéis para espaços especializados

 

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O crescimento dos eventos corporativos no Brasil está mudando a forma como as empresas escolhem onde realizar convenções, treinamentos, congressos e encontros de negócios. Segundo o Barômetro UBRAFE/SPTuris 2025, São Paulo recebeu 1.511 eventos B2B de grande porte no último ano, crescimento de 22% em relação ao período anterior, com impacto econômico estimado em R$ 14 bilhões na capital.

João Paulo Ugioni, administrador de empresas, fundador e CEO da Altus Eventos, empresa especializada em locação de espaço, concepção, produção e execução de eventos corporativos, com sede em Barueri, na região de Alphaville, acompanha essa mudança na demanda das empresas. A estrutura recebe convenções empresariais, congressos, imersões, encontros executivos e projetos ligados a empreendedorismo, educação e geração de negócios.

Segundo o empresário, a escolha do local deixou de ser uma decisão baseada apenas em localização ou hospedagem. Departamentos de marketing e recursos humanos, além de agências, passaram a considerar infraestrutura, possibilidades de personalização e experiência do participante na definição do endereço. "Os eventos corporativos deixaram de ser apenas encontros para transmissão de conteúdo. Hoje eles também cumprem objetivos de relacionamento, posicionamento e geração de negócios. Isso exige espaços preparados para oferecer liberdade de criação, tecnologia e flexibilidade operacional", afirma João.

Eventos corporativos aumentam a procura por espaços especializados

Durante muitos anos, hotéis concentraram parte relevante dos encontros empresariais por reunirem hospedagem, alimentação e salas para reuniões em um único endereço. À medida que convenções, congressos e eventos corporativos incorporaram novas necessidades de produção, empresas passaram a avaliar estruturas desenvolvidas especificamente para receber esse tipo de programação.

Na prática, a decisão envolve desde capacidade e configuração das salas até palco, iluminação, sonorização, cenografia, internet, recursos audiovisuais e áreas destinadas à circulação e ao relacionamento entre os participantes.

Para Ugioni, a possibilidade de adaptar o espaço ao objetivo de cada empresa é um dos pontos que diferenciam esse modelo. "Uma convenção empresarial tem necessidades diferentes de um congresso, assim como um encontro executivo não funciona da mesma maneira que uma imersão. Quando existe flexibilidade para adaptar o espaço, a empresa consegue construir o evento de acordo com o público e com o resultado que pretende alcançar", destaca.

Experiência do participante pesa na decisão

A mudança também acompanha uma transformação no retorno esperado dos encontros presenciais. Além do conteúdo apresentado, fatores como conforto, circulação, credenciamento, qualidade técnica, conectividade, gastronomia e áreas destinadas ao networking passaram a fazer parte do planejamento.

Esse movimento amplia a função do próprio espaço. Em vez de servir apenas como endereço para reunir pessoas, ele passa a interferir na dinâmica da programação, na permanência do público e nas possibilidades de interação entre participantes, palestrantes e marcas.

"Quando uma empresa planeja um evento corporativo ou uma convenção, precisa pensar em toda a jornada de quem estará ali. Recepção, circulação, conteúdo, intervalos e momentos de relacionamento fazem parte da mesma experiência. A estrutura precisa acompanhar essa lógica", ressalta João.

Tecnologia amplia a demanda por estruturas dedicadas

Outro fator que influencia a escolha são as necessidades tecnológicas incorporadas aos eventos corporativos. Transmissões ao vivo, formatos híbridos, painéis interativos, sistemas digitais de credenciamento e recursos de produção audiovisual exigem planejamento técnico e capacidade de adaptação.

Para Ugioni, a tendência ajuda a explicar por que empresas passaram a analisar com mais atenção a especialização do local antes da contratação. "O organizador não procura somente uma sala. Ele precisa entender se aquele espaço consegue receber uma convenção empresarial, um congresso ou outro evento corporativo com a infraestrutura necessária e liberdade para adequar a operação. Quanto mais estratégico é o encontro, maior tende a ser esse nível de exigência", aponta.

Com o crescimento da indústria de eventos e do turismo de negócios, a disputa por convenções empresariais, congressos e encontros corporativos também amplia a necessidade de estruturas especializadas. Para empresas do setor, o desafio passa a ser combinar locação de espaço, infraestrutura e serviços de produção sem perder flexibilidade para atender diferentes formatos e objetivos.

 

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