sexta-feira, 10 de abril de 2026

Sentinel, da Gohobby, se antecipa à regra do governo Lula e surge como solução para controle de drones em aeroportos

 

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Enquanto o governo federal avança na elaboração de uma norma que deve obrigar aeroportos brasileiros a adotar sistemas antidrones, a tecnologia Sentinel, desenvolvida pela Gohobby, surge como uma das soluções já disponíveis no mercado para atender às futuras exigências regulatórias. O equipamento, aprovado pela Anatel, permite o monitoramento em tempo real de drones em áreas sensíveis. 

A proposta em discussão no governo, sob a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva, é conduzida pela Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, em articulação com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). 

O objetivo é estabelecer critérios técnicos e operacionais para reduzir riscos associados ao uso irregular de drones nas proximidades de aeroportos e evitar interrupções nas operações aéreas. Embora já exista proibição legal para a operação desses equipamentos em áreas próximas a pistas e rotas de aproximação, a legislação não tem sido suficiente para impedir novos episódios. 

Dados do Ministério de Portos e Aeroportos mostram que, apenas em 2025, foram registrados 35 casos de interrupção das operações no Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior da América Latina, em razão da presença de drones. Somente nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, outros dez episódios foram contabilizados.

Para Adriano Buzaid, fundador e CEO da empresa, o uso indevido de drones representa um risco direto à segurança da aviação civil. “Esses equipamentos podem provocar colisões com aeronaves, atrasos em voos e até a paralisação preventiva das operações. Mesmo quando não há um incidente, a simples presença de um drone em área restrita já gera impactos operacionais e econômicos relevantes”, afirma.

É nesse contexto que soluções como o Sentinel ganham relevância. O sistema da Gohobby opera por detecção passiva, captando sinais de radiofrequência emitidos pelos drones e seus controles remotos. A tecnologia permite identificar até dez equipamentos simultaneamente e localizar, em tempo real, tanto a aeronave quanto o operador, mesmo que este esteja a quilômetros de distância do local do sobrevoo. “Quando o drone é identificado ainda fora da área crítica, o aeroporto ganha tempo para acionar protocolos e evitar paralisações, cancelamentos e riscos maiores”, afirma o executivo.

Além do setor aéreo, a tecnologia pode ser aplicada na proteção de outras infraestruturas sensíveis, como portos, fronteiras, plantas industriais, grandes eventos, órgãos públicos e condomínios privados.

Em março, o Ministério de Portos e Aeroportos lançou uma consulta pública para reunir contribuições de especialistas, empresas e órgãos públicos voltadas à formulação de um arcabouço normativo e institucional para drones e aeronaves elétricas de decolagem vertical (eVTOL). Paralelamente, a Anac informou ter criado um grupo de trabalho para avaliar a recorrência de incidentes em Guarulhos ao longo de 2025 e mapear soluções aplicáveis a outros aeroportos com perfil semelhante. 

Enquanto as definições regulatórias avançam, soluções como o Sentinel passam a ocupar espaço no debate sobre a adoção de uma postura mais preventiva e estruturada para a segurança do espaço aéreo de baixa altitude no Brasil.

benditaimagem.com.br

 

 

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