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Celebrado nacionalmente no dia 10 de julho, o Dia da Pizza é a data perfeita para exaltar não apenas uma das maiores paixões gastronômicas do país, mas também as histórias de perseverança que se constroem ao redor dela. A trajetória da Di Blasi Pizzas, rede referência no mercado de delivery que projeta alcançar o faturamento de R$ 120 milhões com um forte plano de expansão, personifica exatamente essa essência, impulsionada por um setor aquecido que, segundo o Panorama de Mercado 2026 da Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), registrou a abertura de 1.990 novas pizzarias entre janeiro e maio deste ano, uma média de uma inauguração a cada duas horas, com alta de 6,1% em relação a 2025.
O que hoje é uma marca reconhecida pelos consumidores, presente em todas as regiões brasileiras, começou com a resiliência de um jovem que cruzava as ruas pedalando para fazer entregas e que, mais tarde, chegou a vender tudo o que tinha para manter o próprio sonho vivo em um mercado que hoje já ultrapassa 40 mil estabelecimentos ativos. O empreendedor Arnaldo Di Blasi (42) conhece bem o ecossistema do universo do delivery.
Nascido em uma família de classe média baixa, começou a trabalhar cedo, aos 15 anos, como entregador de remédios. "Em 1996, com 15 para 16 anos, eu entregava remédios de bicicleta para uma rede de drogarias. Não tinha carteira assinada. Tinha apenas uma bicicleta e nunca imaginaria que, 30 anos depois, estaria à frente de uma empresa que hoje gera oportunidades para mais de 400 entregadores que carregam a bag da Di Blasi Pizzas", conta o empresário.
Depois da experiência como entregador, Arnaldo chegou a passar pelo mercado de TI e pelo setor financeiro, mas foi em 2012 que o "estalo" para o empreendedorismo gastronômico aconteceu. Ao notar em uma festa que os convidados descartavam as bordas das pizzas, ele enxergou um mercado promissor: o de massas levíssimas, ultrafinas e sem bordas. O negócio, que começou como um buffet para eventos nos fins de semana, teve seu ponto de virada definitivo em 2017 ao operar em um dos maiores festivais de música do mundo. O sucesso estrondoso de público deu ao empresário a certeza de que o produto tinha escala nacional para o delivery. “Ali eu vi que a aceitação era gigante. Mas a transição para o modelo de entregas estruturado não foi fácil. No início, vendi tudo o que tinha de valor para pagar os funcionários e não deixar a peteca cair”, relembra o CEO.
A solidez da marca aconteceu por meio do franchising a partir de 2021. Entendendo que o Brasil possui dimensões continentais, a Di Blasi Pizzas deslanchou ao adaptar o cardápio aos paladares de cada região: no Sul, fazem sucesso os sabores de filé com gorgonzola, coração de galinha e strogonoff; no Nordeste, a carne de sol; em Manaus, o tucumã; e em Belém, o clássico jambu.
Com o pé no acelerador e rumo à meta de R$ 120 milhões, a Di Blasi Pizzas planeja os próximos passos, que incluem a internacionalização da marca com a inauguração da primeira unidade no exterior, em Lisboa, programada para o final deste ano. “Abandonei uma carreira corporativa para entregar uma experiência gastronômica premium de verdade. O foco agora é levar a nossa pizza para outros lugares do mundo, sem perder a nossa essência”, afirma Arnaldo.

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