terça-feira, 7 de julho de 2026

Quartos da CASACOR São Paulo 2026 traduzem novas formas de acolher, descansar e viver

 

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Muito além de um local destinado ao descanso, o quarto passou a ocupar um novo papel na arquitetura contemporânea. Hoje, ele é pensado como um espaço de acolhimento, contemplação, autocuidado e expressão da personalidade, acompanhando as transformações na forma de morar. Na CASACOR São Paulo 2026, os dormitórios apresentados pelos profissionais traduzem essa mudança ao reunir soluções que unem conforto, funcionalidade e emoção, em sintonia com o tema da mostra, "Mente e Coração".

Entre quartos de bebê, dormitórios infantis, suítes e espaços integrados, os ambientes exploram diferentes formas de viver a intimidade. Materiais naturais, iluminação aconchegante, mobiliário autoral, obras de arte e layouts flexíveis aparecem como recursos para criar quartos capazes de acompanhar diferentes fases da vida, acolher memórias e proporcionar bem-estar.

No quarto de bebê Amanhecer no Campo, o escritório TT Interiores, comandado por Tássia e Thaisa Pereira, cria um refúgio inspirado na tranquilidade da vida rural. O mural artístico pintado à mão por Camila Lemes, que retrata a aurora como símbolo de recomeço, conduz a narrativa do ambiente de 21 m², organizado para atender tanto às necessidades da criança quanto de quem cuida dela. Madeira escura, fibras naturais e soluções de marcenaria reforçam a proposta de um quarto atemporal, pensado para atravessar os primeiros anos da infância sem abrir mão do acolhimento.

Também voltado ao universo infantil, Pequena Amazônia – Quarto do Filho, de Marta Calasans, transforma o dormitório em um espaço de descobertas. Inspirado na Floresta Amazônica, o ambiente reúne áreas para dormir, estudar e brincar em uma atmosfera construída por materiais naturais, iluminação suave e uma paleta de verdes e tons terrosos. O papel de parede botânico, a cama posicionada sob um mezanino e o mobiliário com referências à fauna e à flora estimulam a imaginação e mostram como o quarto pode contribuir para o desenvolvimento emocional e criativo das crianças.

Na Suíte do Casal, assinada por Daniel de Castro Cunha Arquitetura e Interiores, o conforto é construído por meio das cores e do design. Diferentes tonalidades de verde percorrem a marcenaria, os revestimentos e a tapeçaria desenvolvida sob medida, criando uma atmosfera acolhedora e sofisticada. O ambiente ainda reúne peças de diferentes épocas, do mobiliário francês do século XIX ao design escandinavo dos anos 1960, compondo uma suíte marcada pela personalidade e pela valorização de elementos capazes de atravessar o tempo.

O quarto também assume papel de destaque no Apartamento Deca, assinado por Gui & Dado Castello Branco. Integrada ao restante da residência, a suíte master foi concebida para desacelerar o ritmo da casa por meio de iluminação suave, cortinas embutidas, mobiliário desenhado especialmente para o projeto e uma composição elegante de materiais. A continuidade entre dormitório, closet e sala de banho reforça uma visão contemporânea do morar, em que conforto e funcionalidade caminham lado a lado.

Na Casa Coral Celeiro Alvorada, de Nildo José | NJ+ Arquitetos, o quarto se torna um espaço dedicado à memória e ao pertencimento. Inspirado na trajetória do pai do arquiteto e nas lembranças da vida no campo, o ambiente privilegia uma atmosfera serena construída por cores naturais, madeira, obras de arte e iluminação acolhedora. Integrado ao restante da casa, o dormitório preserva a mesma linguagem afetiva do projeto e convida ao descanso em meio a referências que celebram a continuidade dos vínculos familiares.

O dormitório da Casa Origens Mercado Livre, projetada pelo Studio Costa + Azevedo, demonstra como personalidade e funcionalidade podem coexistir em espaços compactos. Integrado ao estúdio de 53 m², o quarto aposta em marcenaria planejada, cabeceira revestida em tecido e armários que se incorporam à arquitetura, criando uma composição discreta e elegante. A convivência entre peças icônicas do design, mobiliário contemporâneo e objetos garimpados reforça a identidade do ambiente e transforma o quarto em uma extensão da história de quem o habita.

No Loft Milanese, de Tulio Xenofonte Arquitetos, o dormitório dialoga com os demais ambientes por meio de uma organização fluida. Inspirado na sofisticação da Milão das décadas de 1960 e 1970, o projeto utiliza revestimentos contínuos, tecidos refinados e mobiliário brasileiro para criar uma atmosfera elegante e acolhedora. O quarto deixa de ser um espaço isolado e passa a integrar uma proposta de morar onde privacidade e convivência coexistem de maneira natural.

A busca pelo equilíbrio emocional conduz o loft Ruído Branco, assinado por (Cyro) Arquitetura. O quarto, integrado ao restante dos 50 m² do ambiente, foi concebido como um refúgio diante do excesso de estímulos da vida contemporânea. A predominância do branco, o carpete que envolve a cama e a organização do espaço por meio da marcenaria criam uma atmosfera silenciosa e sensorial, transformando o dormitório em um convite à desaceleração e ao bem-estar.

Na Casa Brasiliense, de Maria Araujo Arquitetura, a suíte traduz a identidade da capital federal por meio da arquitetura e do design. Inserido em um estúdio de 61 m², o dormitório dialoga com pórticos em tom hibisco, marcenaria em sucupira e pau-ferro, obras de artistas do Centro-Oeste e mobiliário de designers brasilienses. O resultado é um quarto que combina referências regionais, preservação histórica e linguagem contemporânea, reforçando a ideia de que os espaços de descanso também podem expressar pertencimento cultural.

O Estúdio Semibreve, criado pelo Estúdio Clara Nahas, propõe um quarto pensado para desacelerar o tempo. Integrado a uma casa dedicada à música, às conversas e à contemplação, o dormitório compartilha a atmosfera acolhedora construída pelo volume cilíndrico revestido em cerâmica bordô e por uma seleção cuidadosa de peças afetivas. Entre elas, destaca-se a partitura composta pela mãe da arquiteta no dia de seu nascimento, elemento que reforça o caráter íntimo do projeto e transforma o quarto em um espaço de memória e permanência.

Felipe Carolo Arquitetura apresenta a Casa Jacob | Itaú Personnalité, onde o ambiente presta homenagem ao centenário de seu avô. A suíte reúne mobiliário herdado da família, peças vintage, obras de arte e soluções contemporâneas em uma composição que valoriza a longevidade dos materiais e a permanência das histórias. Mais do que um ambiente para dormir, o dormitório se torna um espaço onde passado e presente convivem, reafirmando o papel da arquitetura como guardiã das memórias familiares.

Mais fotos acesse https://tinyurl.com/quartoscasacorsp

Serviço

A 39ª edição da CASACOR São Paulo será realizada até 09 de agosto, com funcionamento de terça a domingo, incluindo feriados, sempre das 11h às 22h. A entrada no Parque da Água Branca (Rua Dona Ana Pimentel, 37) é permitida até as 20h, enquanto a bilheteria presencial e o acesso à mostra funcionam até as 20h15. Em dias de jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo, os horários poderão sofrer alterações.

O acesso mais próximo para quem optar pelo transporte público é pela estação Barra Funda, da Linha 3-Vermelha do metrô. A portaria 4 do Parque da Água Branca está localizada a cerca de 10 minutos de caminhada da estação.

Os ingressos poderão ser adquiridos pela bilheteria online, pelo aplicativo oficial da CASACOR, disponível para Android e iOS, ou presencialmente na mostra. Crianças de até 10 anos não pagam mediante apresentação de documento comprobatório. Menores de 14 anos devem estar acompanhados por um responsável. Estudantes, idosos, professores e pessoas com deficiência têm direito à meia-entrada mediante comprovação.

De banheiros com cabines acessíveis a rampas e circulação livre para cadeiras de rodas, a acessibilidade segue como uma das palavras-chave da CASACOR São Paulo. Em 2025, o evento recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o Selo de Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade (CPA), reforçando o compromisso da mostra com uma experiência mais inclusiva e confortável para diferentes públicos.

O evento não é pet-friendly. Devido à natureza contemplativa da mostra e ao alto fluxo de visitantes, não é permitida a entrada de animais, exceto cães-guia e cães de apoio emocional.

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