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quarta-feira, 19 de março de 2025

Mercado brasileiro de bebidas deve continuar ciclo de crescimento nos próximos anos

 

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O Brasil possui uma forte indústria de alimentos e bebidas líquidas e tem apresentado bons resultados tanto em exportações de máquinas para processamento e embalagem de alimentos, como no consumo de bebidas não alcoólicas e alcóolicas. Os dados sobre o mercado foram apresentados por Richard Clemens, Diretor Executivo da VDMA, durante o Roadshow da drinktec 2025, principal feira mundial do setor, promovido em São Paulo, pela Yontex e Messe Muenchen do Brasil, em parceria com a VDMA.

Em 2024, o país chegou à 6ª posição no mercado de bebidas não alcoólicas, com 29 bilhões de litros. A expectativa de crescimento até 2028 é de 10%, segundo a Euromonitor. Na América Latina, o mercado alcançou mais de 115 bilhões de litros, sendo que os refrigerantes respondem por mais da metade do consumo, com 63 bilhões de litros, seguidos pela água engarrafada, com 33 bilhões de litros, e pelos sucos, com 12 bilhões de litros. Na região, a liderança é do México.

No caso do setor de bebidas alcoólicas, o Brasil ocupa o terceiro lugar, atrás da China e dos Estados Unidos, com pouco menos de 16 bilhões de litros, sendo a cerveja a bebida alcoólica mais popular, com 15 bilhões de litros, e de maior participação (mais de 90%). A América Latina é a terceira maior região em consumo de bebidas alcoólicas, com 42 bilhões de litros.

No caso dos equipamentos, o Brasil é o principal mercado na América do Sul e está entre os 20 maiores do mundo. As exportações globais de máquinas para processamento e embalagens de alimentos para o país somaram 749 milhões de euros em 2023, o que corresponde a um aumento de 18,5% em relação ao ano anterior. A Itália é o principal fornecedor, seguido pela Alemanha. Já o volume de máquinas exportadas pelo Brasil para o mundo, em 2023, alcançou 260 milhões de euros, sendo os principais mercados: os Estados Unidos, Paraguai, Argentina, Bolívia, México e Colômbia.