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O mercado de vinhos no Brasil está vivendo uma fase de amadurecimento sem precedentes. Se antes o consumo era pautado pela curiosidade ou por ocasiões estritamente festivas, dados recentes mostram para uma mudança: o brasileiro está bebendo menos, mas melhor. De acordo com a Ideal BI, o segmento de vinhos de alto valor agregado (Premium e Superpremium) encerrou 2025 com uma fatia de 30% do faturamento anual de vinhos finos no país.
Nesse cenário, a decisão de compra deixa de estar centrada em critérios de preço, mas passa considerar terroir, originalidade do blend, inovação de uvas, ou mesmo degustar bebidas produzidas por meio de métodos muito tradicionais ou muito inovadores. “O consumidor se preocupa com as práticas socioambientais, a história do produtor e a autenticidade do vinho”, diz Diego Peres Ávila, da Bodegas Grupo Wine, importadora reconhecida pelo pioneirismo na distribuição digital para o mercado B2B. “Mais do que uma categoria de preço, esses vinhos representam atributos que vão além do líquido na taça, reunindo identidade regional, consistência enológica, possibilidades de harmonizações gastronômicas e maior complexidade sensorial”, complementa.
O ano de 2026 começa consolidando tendências observadas no último ano. Os vinhos brancos mantêm sua trajetória de ascensão, atingindo um share de 21% do mercado – somado aos rosés, já representam 27% das escolhas nacionais, também segundo a Ideal BI. Paralelamente, a França reafirmou seu prestígio com um salto de 10% em volume, focada justamente na oferta de produtos com maior valor agregado.
Um exemplar que possui este perfil é o português Casa Burmester Reserva D.O.C. Douro Branco 2022. Um
reserva da região do Douro que combina as castas Gouveio, Rabigato e
Viosinho, com estágio em carvalho francês para maior cremosidade e
estrutura. https://www.wine.com.br/
Outro rótulo com estas características é Champagne Montaudon Brut,
um champagne de tradição secular da Maison Montaudon, que traz
equilíbrio entre cremosidade, acidez vibrante e uma perlage delicada com
notas de panificação. https://www.woodswine.com.br/
Para contrastar com os vinhos mais leves, também há interesse do consumidor por explorar e conhecer vinhos intensos tradicionais, entre os quais, uma boa indicação é o Fontanafredda Barolo DOCG del Comune di Serralunga d’Alba. Exemplar sustentável do Piemonte, este Barolo orgânico e vegano da histórica Fontanafredda nasce de vinhas velhas em Serralunga d’Alba para entregar máxima elegância e longevidade. Um tinto com buquê floral e taninos sedosos que equilibram perfeitamente a tradição de 160 anos com um potencial de guarda de até três décadas.
Seguindo este modelo, vale a pena conhecer o Brunello di Montalcino Riserva da histórica Tenute Piccini,
que une a tradição orgânica da Toscana a um rigoroso amadurecimento de
seis anos para alcançar máxima complexidade e elegância. De estrutura
vigorosa e buquê magnífico, este 100% Sangiovese é um clássico de guarda
intenso e persistente. https://www.wine.com.br/
“Essa mudança no comportamento do consumidor indica uma transição relevante no mercado brasileiro: saímos de um momento em que o vinho era apreciado principalmente por ocasião ou curiosidade para uma fase em que o público busca explorar, compreender e vivenciar o universo enológico de forma mais ampla”, esclarece o sommelier.
Consumidor deseja experiências e qualidade
Ainda de acordo com o especialista, a premiunização não deve ser interpretada como sinônimo de luxo ou exclusividade inacessível, mas como um reposicionamento do vinho dentro do lifestyle contemporâneo. “O consumidor atual reconhece o valor cultural e gastronômico de um rótulo e busca experiências sensoriais mais complexas para incorporar ao seu lifestyle com naturalidade”, diz.
Assim, a experiência de degustar passa a ser também um exercício de descoberta e repertório, ampliando o espaço tanto para denominações clássicas quanto para projetos autorais e disruptivos. Nota-se também uma forte tendência de valorização da categoria de vinhos premium da América do Sul, que reúnem excelente relação entre qualidade e custo.
O chileno Leyenda del Toqui, blend de Carmenère e Merlot, apresenta uma leitura moderna do Novo Mundo, marcada por consistência e acessibilidade dentro da categoria. Elaborado com uvas do Alto Totihue, prestigiado terroir da D.O Valle de Cachapoal, é resultado de um processo de produção demorado da vinícola que selecionou as uvas de maior qualidade de suas vinhas.
O Almaviva EPU,
também chileno, é o segundo vinho (Second Vin) da vinícola Valle del
Maipo, e é assinado pelo enólogo Michel Friou. De cor intensa, traz
aroma de frutas vermelhas e pretas maduras, bem como notas herbáceas e
de especiarias. https://www.superadega.com.br/
Já o argentino Humberto Barberis Gran Reserva Malbec
consiste num vinho premium complexo e elegante, numa proposta um pouco
mais acessível. Ícone de Luján de Cuyo, o exemplar tem produção
limitada com vinhas antigas e com uma proposta mais artesanal, logo é
engarrafado sem filtrar para preservar toda a sua personalidade e
exuberante estrutura. https://www.lojavinhoto.com.
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