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Com a chegada da Quaresma e da Páscoa, período de reflexão e jejum para milhões de cristãos, o consumo de peixe ganha destaque na alimentação dos brasileiros. A prática de reduzir ou evitar carne vermelha, especialmente às sextas-feiras, faz com que o pescado se torne protagonista nas refeições, criando uma oportunidade importante para ampliar o consumo desse alimento. “Durante esse período normalmente é observado um aumento considerável na procura por esse tipo de produto. Por exemplo, neste ano no Mercadão a previsão é que haja um crescimento de 10% a 15% nas vendas de peixes frescos e bacalhau”, conta Aldo Bonametti, CEO da Mercado SP, concessionária que administra o Mercado Municipal Paulistano.
De
acordo com Mariana Greghi, nutricionista da concessionária, a inclusão
regular do peixe na alimentação está associada a diversos benefícios à
saúde. “Estudos indicam que o consumo frequente pode contribuir para a
saúde cardiovascular, auxiliando na redução dos níveis de triglicerídeos
e no controle da pressão arterial. Os ácidos graxos presentes no
pescado também têm ação anti-inflamatória e estão relacionados à melhora
da função cognitiva, ajudando na memória e na prevenção de doenças
neurodegenerativas. Além disso, esses nutrientes desempenham papel
importante na proteção da saúde ocular, especialmente da retina”,
explica a especialista ressaltando que o peixe é considerado uma
proteína de alta digestibilidade e excelente valor biológico. “Ele
fornece aminoácidos essenciais que o organismo não produz e se destaca
como uma das principais fontes alimentares de vitamina D e iodo. Entre
os nutrientes presentes estão proteínas de qualidade, ácidos graxos,
ômega-3, além de vitaminas do complexo B, com destaque para a B12,
vitamina A, selênio, magnésio e fósforo”.
Segundo a especialista, é recomendado que o peixe esteja presente no cardápio pelo menos duas vezes por semana, orientação presente em diferentes diretrizes de saúde como, por exemplo, o Guia Alimentar para a População Brasileira. “O mais interessante é que durante a Quaresma muitas famílias acabam aumentando naturalmente essa frequência e isso pode contribuir para a incorporação definitiva do alimento na rotina alimentar ao longo do ano”, diz Mariana.
No Brasil, algumas espécies já fazem parte do dia a dia do consumidor. A tilápia lidera a produção nacional e é uma das mais consumidas no país, seguida por espécies como sardinha, merluza e salmão. Do ponto de vista nutricional, peixes conhecidos como “gordos”, especialmente os de águas frias e profundas, costumam apresentar maior densidade de ômega-3. Nesse grupo estão espécies como arenque, cavala, sardinha e atum. Entre os peixes de água doce, o tambaqui também se destaca pela presença de gorduras benéficas.
Tanto
os peixes de água doce quanto os de água salgada são excelentes fontes
de proteína, entretanto, a nutricionista ressalta: “Algumas espécies
populares apresentam perfis nutricionais distintos. O salmão é conhecido
pelo alto teor de ômega-3 e vitamina D. A tilápia é considerada uma
proteína magra, com baixo teor de gordura e bom custo-benefício, embora
tenha menor concentração de ômega-3 quando comparada ao salmão. Já o
bacalhau, especialmente da espécie Gadus morhua, é muito magro e rico em proteínas e vitamina B12, mas exige atenção ao teor de sódio após o processo de dessalgue”.
Mariana finaliza dando algumas dicas: “No Mercadão há muitas opções de peixes frescos, porém vejo que as pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre como escolher. Nessa hora é importante se atentar a alguns sinais que ajudam a avaliar a qualidade do pescado fresco, como olhos brilhantes e salientes, guelras vermelhas ou rosadas sem presença de muco, carne firme e que não mantém a marca do dedo ao ser pressionada.”
Agência PUB • mercadaosp@agencia.pub

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