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O setor de bares e restaurantes atravessa uma transição relevante,
impulsionada pelo avanço do turismo internacional e pela consolidação da
experiência como ativo econômico. Dados divulgados pela Embratur em
2025 indicam que o Brasil recebeu mais de 9 milhões de turistas
estrangeiros no ano anterior, com geração de US$ 6,6 bilhões em
receitas. Entre janeiro e maio de 2025, o fluxo internacional registrou
alta de 49,7%. O cenário amplia o peso da gastronomia na cadeia do
turismo e intensifica a pressão competitiva sobre negócios de
alimentação fora do lar, especialmente no Rio de Janeiro e em outras
capitais, onde o acolhimento tem sido reposicionado como elemento
central da estratégia.
Júlia Santana, fundadora da Vida
Rio e arquiteta especializada em hospitalidade aplicada à gestão
gastronômica, experiência do cliente e cultura organizacional,
avalia que o diferencial competitivo deixou de estar restrito ao
produto. “No cenário atual, não basta entregar qualidade técnica. É
preciso integrar acolhimento, liderança empática e propósito à operação
para criar vínculos emocionais que impactam diretamente fidelização,
reputação e resultado financeiro”, afirma. Segundo ela, mulheres à
frente de bares e restaurantes têm estruturado o ato de receber como
estratégia empresarial, incorporando cultura organizacional e
experiência do cliente como pilares de gestão.
A valorização da
experiência também se reflete nos principais reconhecimentos do setor. A
edição 2025 do Guia Michelin Rio de Janeiro e São Paulo manteve casas
como Lasai e Oro entre as estreladas e ampliou a seleção para 84
estabelecimentos recomendados, além de 40 na categoria Bib Gourmand. A
publicação internacional, que avalia técnica, consistência e experiência
oferecida ao cliente, evidencia a relevância de restaurantes que
combinam excelência gastronômica, serviço atento e ambiente propício à
permanência.
Em paralelo, levantamento nacional da Abrasel divulgado em 2025 aponta que cerca de 40% dos empresários pretendem investir em qualificação de equipe e melhoria do atendimento como estratégia para elevar competitividade e retenção em um mercado de margens pressionadas e concorrência crescente.
Para Júlia, o movimento representa uma redefinição estrutural do modelo de negócio na gastronomia brasileira. “Quando o acolhimento deixa de depender do carisma individual e passa a integrar cultura e gestão, ele se torna uma vantagem competitiva mensurável, fortalece comunidades em torno da marca e contribui para a sustentabilidade no longo prazo”, afirma. Na avaliação da especialista, hospitalidade consciente, liderança empática e experiência integrada tendem a se consolidar como vetores centrais da gestão gastronômica nas grandes cidades.

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