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Dois grandes eventos colocam a Amazônia em destaque no cenário nacional e internacional: o tradicional Círio de Nazaré e a aguardada COP 30, que será realizada em Belém em novembro de 2025. Além de movimentarem a economia e o turismo, ambos também trazem à tona um dos maiores patrimônios culturais brasileiros: a gastronomia amazônica, rica em história, sabores e saberes ancestrais.
Entre os pratos que mais ganham destaque nesse período estão Pato no Tucupi, Arroz Paraense e Maniçoba, verdadeiros ícones da culinária paraense. As receitas, que unem ingredientes nativos e técnicas tradicionais, são ensinadas pela chef Alinne Barros, responsável pela cozinha da Prática Belém e referência no uso de produtos regionais.
“A gastronomia amazônica é única, autêntica e biodiversa. Ela reúne práticas e técnicas que nasceram da floresta, dos rios e da agricultura local, combinando tradições indígenas, caboclas, africanas e europeias. Na nossa cozinha nada se desperdiça: raízes, folhas, cascas e sementes são aproveitados, resultando em uma culinária sustentável e profundamente conectada à natureza”, explica Alinne Barros.
Segundo dados da Embrapa, a Amazônia concentra mais de 220 espécies alimentares nativas utilizadas na culinária tradicional e contemporânea, sendo a mandioca a base de grande parte delas. Da mandioca brava, por exemplo, extraem-se a farinha, o tucupi, o beiju, a goma e a maniva, ingredientes fundamentais para os pratos mais emblemáticos da região.
