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O impacto do turismo no bolso do consumidor impulsionou o setor de propriedade compartilhada a atingir um Valor Geral de Vendas (VGV) recorde de R$ 92,7 bilhões, segundo estudo da Caio Calfat Real Estate Consulting e deve se manter em alta. Com crescimento de 16,6% no volume de vendas, muitos da classe média estão trocando a despesa variável (diária de balcão) pelo investimento patrimonial (fração imobiliária).
O impacto dos preços na hotelaria é alto no Brasil, especialmente nos destinos mais buscados, como no litoral norte de Santa Catarina, região que abriga praias como Balneário Camboriú e Penha, sede do Beto Carrero World e do Amazon Parques & Resorts. A Setur-SC confirma que o gasto médio do turista em Santa Catarina saltou 41% na última temporada, atingindo R$ 9.349 por grupo. Já na hotelaria nacional, a diária média subiu 17,6% e o RevPAR 19,7% (FOHB/Nov 25). Além disso, a Região Sul liderou o crescimento de ocupação no fim de 2025, com alta de 6,1%, pressionando ainda mais a oferta local.
"Na multipropriedade, o consumidor adquire a sua própria “casa de praia” no sistema de cotas, e o direito de uso permanente pagando uma parcela fixa, imune à variação da diária de balcão que cresce de forma significativa em períodos de alta movimentação", explica Roberto Kwon, CEO do Amazon Parques e Resorts, complexo turístico e hoteleiro em construção em Penha, SC.
O diretor de Operações do empreendimento, Márcio Piccoli, confirma um aumento na conversão de vendas justamente durante os meses de pico tarifário. O projeto opera sob a lógica de "casa de lazer": ao adquirir a fração imobiliária, o proprietário protege seu custo de hospedagem. Além disso, a afiliação à RCI (Resort Condominiums International), permite que suas cotas sejam trocadas e utilizadas para acessar 4.200 destinos globais, uma alternativa para escapar também da inflação em Dólar ou Euro, detalha.
