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Com as estações do ano bem definidas, verões quentes com pouco volume de chuvas e invernos com frio constante, a Campanha Gaúcha, localizada no extremo sul do Rio Grande do Sul, a fazer fronteira com o Uruguai,
na latitude 31, é uma região brasileira cujas características
geológicas e climáticas se assemelham às das melhores vinícolas do mundo
do hemisfério sul, e, não por acaso, abriga 18 das principais vinícolas
do Brasil, inclusive a Guatambu, produtora dos vinhos em lata Mysterius.
Se o clima já é historicamente muito seco no verão, na safra 2020
esta característica acentuou-se, registrando chuvas abaixo de 50mm nos
meses de fevereiro e março, permitindo a maturação plena das uvas, bagas
muito concentradas, o que gerou vinhos com equilíbrio entre álcool,
acidez e corpo, tintos com alta concentração de taninos maduros e
álcool, além de brancos com aromas intensamente frutados. Foi justamente
nesta safra histórica que nasceram as latas Mysterius.
Por isso o vinho tinto Veraz, um corte de uvas Tannat, Cabernet
Sauvignon e Tempranillo, por exemplo, contém 14% de álcool natural. “São
vinhos premium, de bastante qualidade, que colocamos em lata, como
forma de inovar a atender às novas demandas dos clientes jovens.” – comenta Gabriela Pötter, agrônoma e enóloga da Guatambu.
E embora a Campanha Gaúcha venha produzindo vinhos
há pouco mais de 40 anos, já é responsável por 31% da produção de vinhos
finos brasileiros e acaba de ganhar o selo IP (Indicação de
Procedência), que atesta que o vinho expressa as características da
região na qual foi produzido, ou, na linguagem dos especialistas: atesta
o “terroir” do vinho. Uma espécie de selo de qualidade e
originalidade, cujo processo levou cerca de cinco anos de pesquisas,
estudos de um grupo interdisciplinar sobre a região, em um projeto
liderado pela Embrapa Uva e Vinho (RS) e analisado pelo Instituto
Nacional de Propriedade Industrial – INPI.