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A cerveja sem álcool é, cada vez mais, uma escolha dos brasileiros. Dados divulgados pela Euromonitor apontam que em 2026 devem ser consumidos 885 milhões de litros no país - sete vezes mais do que o volume de 2019. Só entre 2023 e 2024, de acordo com o Anuário da Cerveja, a produção de cerveja sem álcool no Brasil cresceu 536%. Eram 118,9 milhões de litros, e em 2024 o salto foi para 757,4 milhões.
As motivações para esse aumento, segundo o diretor da Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM),
Carlo Bressiani, são o comportamento do consumidor. “Acredito que aqui
são duas tendências se tornando realidade. A primeira é a redução do
consumo de álcool pela priorização dos cuidados com a saúde,
especialmente entre os mais jovens. A segunda é a chegada ao mercado de
produtos sem álcool com melhores experiências sensoriais do que havia há
alguns anos, com mais estilos e mais qualidade”, comenta.
No dia a dia das cervejarias, os números já se refletem. A Cervejaria Blumenau,
por exemplo, lançou seu primeiro item sem álcool em 2023. A Ipê Branco é
uma versão “zero” da Hop Lager Ipê Amarelo. De 2024 para 2025, o volume
de vendas do produto dobrou e motivou um novo lançamento: em agosto
chegou ao mercado a Capivara IPA sem álcool. O produto estourou e já
passou, em representatividade de faturamento, a Ipê Branco. Novos
lançamentos estão em análise.
Valmir Zanetti, diretor executivo da Cervejaria Blumenau, comenta
que há, hoje, outra percepção sobre os produtos sem álcool. “Por algum
tempo, o produto sem álcool não recebia uma atenção plena no portfólio
das cervejarias. Hoje, tanto nos treinamentos de time comercial quanto
na própria relação com os pontos de vendas, ele se tornou um atrativo
importante”, diz.
Na Bier Vila,
um dos primeiros bares exclusivamente dedicados à cerveja artesanal
independente do Brasil, a percepção é a mesma: o consumidor das bebidas
sem álcool está cada vez mais exigente. Alisson Cavalcante, gerente da
casa em Blumenau (SC) e sommelier de cervejas, diz que há um cuidado
maior com a disponibilidade de uma variedade de estilos desta linha de
produtos. “Antes costumávamos ter uma só opção, geralmente uma Pilsen.
Hoje em dia, quem não quer consumir álcool conta com IPAs, APAs,
Catharina Sour e diversas outras possibilidades de aproveitar as
características sensoriais da cerveja”, comenta.
Bressiani finaliza comentando que as cervejas são reconhecidas pela
presença em brindes, celebrações e momentos de lazer. Agora, com as
opções sem álcool ganhando mercado, também pode se abrir uma nova
oportunidade: que elas estejam ainda mais presentes no dia a dia dos
consumidores.

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