terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Food service entra em 2026 com foco em tecnologia, delivery e sustentabilidade no Brasil

 

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O food service, setor que engloba todos os negócios voltados à alimentação fora de casa, chega a 2026 em um novo estágio de maturidade no Brasil. Após um período de transformação acelerada, impulsionado por mudanças no comportamento do consumidor e pelo avanço do delivery, o segmento consolida estratégias baseadas em tecnologia, eficiência operacional e sustentabilidade, ao mesmo tempo, em que lida com desafios estruturais do mercado de alimentação.

De acordo com levantamentos do IBGE, mais de um terço da população brasileira consome refeições fora do lar com frequência, destinando até 25% da renda a esse tipo de gasto. Esse comportamento sustenta um mercado que movimenta centenas de bilhões de reais por ano e exerce forte impacto sobre a economia nacional.

Segundo dados da Abrasel, o mercado de food service movimentou R$455 bilhões em 2024 e mantém trajetória de crescimento, impulsionada pela urbanização, digitalização dos negócios e expansão do delivery. O setor representa 3,6% do PIB brasileiro e reúne mais de 1,37 milhão de estabelecimentos ativos no país.

Setor de alimentação é um dos maiores empregadores do país

Estudos da FGV em parceria com a Abrasel indicam que o food service emprega cerca de 4,9 milhões de pessoas, o equivalente a 7,9% dos empregos formais no Brasil, com massa salarial anual superior a R$ 107 bilhões. Dados do Caged apontam ainda a criação de 33 mil vagas formais no setor apenas no primeiro semestre de 2025.

Para a Food Connection, plataforma especializada em análises e tendências do setor, entender o que é food service hoje envolve compreender um ecossistema que vai além da produção de refeições, integrando logística, tecnologia, gestão e experiência do consumidor.

Tendências que devem definir o food service em 2026

Entre os principais movimentos que moldam o setor de alimentação para 2026, destacam-se:

  • Delivery como eixo central da operação, com crescimento das dark kitchens e da retirada no balcão;
  • Automatização do atendimento, por meio de totens, cardápios digitais, chatbots e sistemas integrados;
  • Gestão orientada por dados, com uso de tecnologia para controle de estoque, redução de desperdícios e decisões financeiras mais precisas;
  • Sustentabilidade, com maior atenção à origem dos insumos, redução do impacto ambiental e uso de embalagens responsáveis.

Pesquisa da Galunion aponta que 81% dos consumidores das classes A, B e C utilizam serviços de delivery regularmente, reforçando a centralidade desse canal no mercado de alimentação.

Tecnologia se consolida como fator de competitividade

A adoção de soluções tecnológicas tornou-se determinante para a eficiência do food service. Sistemas de gestão, plataformas de pedidos próprios e recursos de inteligência artificial permitem reduzir custos, melhorar a experiência do consumidor e ampliar a previsibilidade financeira, fatores essenciais em um setor impactado pela inflação e pela elevada carga tributária.

Desafios estruturais seguem no radar

Apesar do crescimento, o setor enfrenta entraves relevantes. Dados da Abrasel indicam que 41% dos bares e restaurantes possuem pagamentos em atraso, sendo os tributos federais apontados como um dos principais fatores de pressão sobre o caixa das empresas. A dificuldade de repassar custos ao consumidor final e a qualificação da mão de obra também permanecem como desafios centrais.

Ainda assim, especialistas avaliam que o food service continua oferecendo oportunidades para negócios bem estruturados, com foco em experiência, nicho de atuação e gestão eficiente.

cleo.ibelli@searchonedigital.com.br  

 

 

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