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Durante décadas, o açougue tradicional foi marcado por operações artesanais, baixa padronização, processos manuais e forte dependência de conhecimento individual do operador. No entanto, mudanças no comportamento do consumidor, que hoje valoriza higiene, transparência, conveniência e rapidez, vêm pressionando o setor a se modernizar. Um estudo do IBGE aponta que a formalização e a profissionalização do varejo alimentar têm avançado, especialmente em segmentos ligados ao consumo essencial.
“O consumidor de hoje quer enxergar limpeza, organização e confiança. A carne continua sendo o produto, mas a experiência precisa ser outra”, afirma Nelson Ferreira, CEO e fundador da Frigo Express, que vive essa transformação na prática. Segundo o empresário, não se trata mais apenas de balcão e cortes, o foco passa a ser experiência, organização, controle e eficiência. Por isso, optou em aplicar processos industriais, layout padronizado e operações digitalizadas em um segmento historicamente analógico, em seu negócio.
A transformação começa pelo modelo operacional. Em vez de estruturas improvisadas, o novo formato de loja aposta em fluxo de trabalho definido, controle por sensores de temperatura, checklists digitais, rastreabilidade de produtos e uso de dados para tomada de decisão. Essas práticas, comuns em grandes redes, começam a chegar ao varejo de carnes por meio de redes estruturadas.
Segundo o Sebrae, negócios do setor alimentício que investem em padronização de processos e controle operacional conseguem reduzir perdas em até 30% e aumentar a confiança do consumidor. “Quando a operação é limpa, organizada e monitorada, o cliente percebe. O açougue deixa de ser um ambiente de risco e vira um ambiente de confiança”, explica Nelson Ferreira.
Além disso, o conceito de loja evolui para o de “ponto de proteínas”: espaços mais claros, organizados, com expositores modernos, menos manipulação visível e mais foco em agilidade. Isso atende especialmente públicos urbanos, que priorizam rapidez e padrão elevado de higiene.
A modernização do varejo de carnes representa uma mudança estrutural no jeito de consumir proteína no Brasil. O açougue deixa de ser apenas um espaço funcional e passa a ser um ponto de experiência, confiança e eficiência.
A Frigo Express, como fonte ativa desse movimento, ilustra o caminho que o setor começa a trilhar: menos improviso, mais processo; menos informalidade, mais gestão. À medida que o consumidor se torna mais exigente, o modelo tradicional tende a perder espaço para formatos organizados, digitalizados e padronizados, redefinindo o futuro do varejo de proteínas no país.

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