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A vitivinicultura brasileira começa março com um indicador relevante de avanço produtivo. A Vinícola Góes projeta uma safra 40% superior da uva BRS Lorena, variedade 100% nacional desenvolvida pela Embrapa, reforçando o protagonismo das cultivares adaptadas ao clima brasileiro em um cenário de mudanças climáticas e busca por maior eficiência no campo.
Com seis
hectares plantados em São Roque (SP), a estimativa de produção varia
entre 99 e 105 toneladas — crescimento impulsionado por condições
climáticas favoráveis e manejo técnico rigoroso, incluindo controle
fitossanitário, equilíbrio vegetativo e monitoramento preciso do ponto
de maturação.
Mais do que aumento de volume, o avanço sinaliza a consolidação de uma alternativa estratégica para o produtor nacional.
Tecnologia brasileira no campo
A BRS
Lorena foi desenvolvida pela Embrapa a partir do cruzamento entre
Malvasia Bianca e Seyval, com foco em adaptação ao clima subtropical.
Diferentemente de variedades europeias mais sensíveis às condições
tropicais, a variedade apresenta:
•Maior sanidade
•Estabilidade produtiva
•Boa resistência a doenças
•Alta produtividade por hectare
Na Vinícola
Góes, os três hectares conduzidos em espaldeira devem atingir entre 08 e
10 toneladas por hectare. Já os três hectares em sistema latado podem
alcançar até 25 toneladas por hectare, evidenciando o potencial
agronômico da variedade.
“A BRS
Lorena entrega produtividade consistente e excelente adaptação ao nosso
clima. A projeção de uma safra 40% maior confirma que as variedades
brasileiras podem ser competitivas e tecnicamente superiores quando bem
conduzidas”, afirma Rodrigo Fórmulo, engenheiro agrônomo da vinícola.
A evolução do vinho branco no Brasil
Os vinhos
brancos já representam cerca de 26% do volume total de vinhos
comercializados no país, a participação vem crescendo impulsionada por:
•Mudança no perfil de consumo
•Clima mais quente em diversas regiões
•Busca por vinhos mais leves e aromáticos
•Ampliação da produção nacional
A BRS
Lorena, de perfil aromático intenso e caráter moscatel, posiciona-se
como uma resposta brasileira à demanda crescente por brancos frescos e
adaptados ao terroir nacional.
O aumento
de 40% na safra não representa apenas ganho comercial, mas evidencia
como o melhoramento genético nacional pode ampliar competitividade e
sustentabilidade da vitivinicultura brasileira.

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