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O Carnaval de 2026 registrou aumento de 48,9% no número de pedidos, mas queda no valor médio gasto por consumidor, segundo levantamento da Zig, empresa de tecnologia especializada na gestão de consumo em eventos, bares e restaurantes. Mesmo com o tíquete médio menor, o faturamento total cresceu 15,17% em relação ao Carnaval de 2025, impulsionado pelo maior volume de transações.
O sábado, 14 de fevereiro, foi o dia de maior movimentação, com R$ 9,6 milhões em vendas, o equivalente a 26,84% do faturamento do período. O segundo melhor desempenho ocorreu na segunda-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, com R$ 8,6 milhões, ou 24,04% do total. Na comparação direta, o sábado superou a segunda-feira em 2,8% de participação no faturamento.
No total, foram processados cerca de 699.940 pedidos ao longo do período. Nos dias de maior movimento, o volume chegou a 52,46% acima dos picos registrados em 2025, indicando aumento significativo na frequência de compras.
Apesar do avanço nas transações, o levantamento aponta redução de 31,8% no público e queda de R$ 56,48 no tíquete médio individual, indicando um Carnaval com mais compras ao longo do evento, porém com valores menores por pedido.
Segundo David Pires, CIO da Zig, os dados mostram uma mudança no padrão de consumo durante a folia. “O público está comprando mais vezes ao longo do evento, mas gastando menos em cada pedido. Esse comportamento aumenta o volume de transações e exige mais eficiência operacional das operações”, afirma.
Os dados também mostram que eventos de porte médio concentraram a maior parte das vendas, respondendo por 62,48% do faturamento do Carnaval. Já grandes eventos representaram 21,17% da receita total registrada no período.
A análise de consumo revela mudanças no comportamento em relação às bebidas. Praticamente todas as categorias registraram aumento no número de pedidos, mas muitas tiveram queda no faturamento, reflexo da redução no preço médio dos produtos. Apenas cachaça, spritz e tequila tiveram aumento no valor unitário médio.
Também houve redução no consumo de cerveja entre homens e mulheres em comparação com o Carnaval de 2025. Parte dessa demanda migrou para bebidas prontas para consumo, os RTDs (ready to drink), uma das categorias que mais cresceram no período.
Entre os meios de pagamento, o cartão de crédito permaneceu como principal forma de transação, com 43,67% das compras, seguido por débito (29,28%), Pix (16,12%) e dinheiro (10,93%). Na comparação anual, o crédito ampliou participação, enquanto débito e dinheiro registraram leve redução.
Os dados também mostram que o consumo cresce a partir das 15h e
atinge pico entre 20h e 22h. Na sexta-feira de Carnaval, no entanto, o
aumento começa mais tarde, refletindo o fato de ainda ser considerado um
dia comercial para parte do público.
Nota metodológica
O levantamento da Zig considera dados agregados de consumo registrados em 76 eventos realizados entre 13 e 17 de fevereiro de 2026, período correspondente ao Carnaval, que utilizaram o ecossistema tecnológico da empresa. As operações analisadas estão distribuídas em diferentes regiões do Brasil e incluem eventos de diferentes portes. A base de dados é proprietária da Zig e reúne informações transacionais como volume de pedidos, faturamento, tíquete médio, categorias de consumo, meios de pagamento e distribuição horária das vendas.

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