quinta-feira, 5 de março de 2026

Conheça histórias de mulheres que são patrimônio vivo do Mercadão e do Kinjo Yamato

 

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O próximo 8 de março, o Dia Internacional da Mulher reforça a importância da presença feminina em todos os setores da economia, inclusive em espaços ligados ao comércio popular e à gastronomia, como o Mercado Municipal Paulistano (Mercadão) e o Mercado Kinjo Yamato. Nos dois mercados, mulheres atuam há décadas como comerciantes, vendedoras, gestoras e, claro, lideranças, acumulando histórias que se confundem com a própria trajetória desses ícones da capital paulista. 

“Com carreiras que ultrapassam 40 e até 50 anos de atuação, elas enfrentaram enchentes, mudanças estruturais, transformações no perfil do consumidor e os desafios diários de um trabalho que começa ainda de madrugada. Hoje, além de manterem negócios familiares ativos por gerações, ocupam espaços estratégicos na gestão e comunicação, contribuindo para modernizar a experiência do público sem perder a tradição”, comenta Aldo Bonametti, CEO da Mercado SP (Concessionária que administra os espaços). 

Tradição que atravessa gerações 

Na banca de hortifruti Kaneshiro, do Kinjo Yamato, a história começou em 1971, pelas mãos da matriarca da família. Hoje, quem segue o legado são as irmãs Andréia e Milene Kaneshiro. Andréia começou cedo, aos 12 anos, e já soma mais de 40 anos de dedicação. 

No início, a família produzia o que vendia, colhendo na própria chácara antes de trazer os alimentos para o mercado. Com o tempo, passaram a trabalhar com fornecedores de regiões como Piedade, Ibiúna e Vargem Grande, ampliando o mix de produtos e aprendendo, dia após dia, sobre sazonalidade, conservação e atendimento. 

“O dia começa cedo e a gente aprende todo dia”, resume Andréia. O maior desafio? O ritmo intenso e o equilíbrio de trabalhar em família. O maior orgulho? Justamente essa união e os clientes fiéis que atravessam décadas ao lado delas. 

De funcionária a proprietária: um sonho realizado 

Há 12 anos no Mercadão, Amanda Alves vive uma trajetória marcada pela fé e pela perseverança. Começou como funcionária e, há quatro meses, realizou o sonho de abrir a própria banca, a Dom Fama. 

Sem experiência no início, Amanda aprendeu na prática e descobriu no atendimento ao público uma paixão. “Tem que atender com amor. Isso vem de dentro”, afirma. 

A conquista do negócio próprio representa mais que crescimento profissional: é legado. “Era um sonho ter algo nosso”. Para ela, a maior superação foi acreditar que seria possível e continuar fazendo tudo com o mesmo carinho de quando começou. 

Quase seis décadas de história 

Se os corredores do Kinjo Yamato pudessem falar, certamente contariam capítulos vividos por Helena Tokumori. Ela começou em 1969, passou por outra banca por quase dez anos e, desde 1978, está no box 51. Ao todo, são quase 57 anos de trabalho no mercado. 

Helena enfrentou enchentes que levaram mercadorias e trouxeram o medo da falência. Resistiu às crises, viu o mercado se transformar e, ali, construiu a própria vida: criou duas filhas, ajudou a formar a família e conquistou estabilidade. 

“O meu prazer sempre foi servir bem os clientes”, diz. Muitos a acompanham há 40 anos. É essa fidelidade que a mantém ativa — não por obrigação, mas por escolha. “Eu sou feliz aqui”. 

Comunicação que conecta tradição e futuro 

Nos bastidores, a força feminina também se faz presente. Há três anos na área de comunicação e marketing da Mercado SP, Marcelle Goulart entrou com o propósito de criar experiências que conectassem pessoas, gastronomia e cultura, mas encontrou mais que isso: encontrou significado. 

Seu desafio foi mergulhar em um universo até então distante, entender a complexidade da gastronomia e a diversidade que pulsa nos dois mercados. Hoje, atua para valorizar histórias como as de Andréia, Amanda, Helena e Marli, traduzindo tradição em narrativa e aproximando o público desse patrimônio vivo da cidade. 

“É um mundo cheio de história, tradição e vida”, resume. 

Trabalho de formiguinha e liderança feminina 

Há 34 anos no Mercadão, Marli começou vendendo frutas. O ponto da lanchonete G2, na Rua G, box 2, era apenas uma parada para tomar água no fim do expediente. Até que virou oportunidade. 

Com coragem, assumiu o espaço. Começou devagar, com três funcionários. Hoje, lidera uma equipe de dez mulheres. Apostou no “trabalho de formiguinha”: conquistar um cliente por vez e transformar cada atendimento em indicação. 

Seu maior desafio foi tornar o negócio conhecido e, hoje, seu maior orgulho é olhar para trás e ver o CNPJ antigo, a equipe formada e a trajetória construída com perseverança. 

Agência PUB • mercadaosp@agencia.pub  

 

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