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Os gastos de brasileiros no exterior com cartões de crédito cresceram 16,5% no penúltimo trimestre de 2025, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços). No período, Estados Unidos e Europa concentraram 76,8% do destino das despesas realizadas fora do país, evidenciando a força desses mercados no turismo internacional brasileiro.
Já no último trimestre do ano, um levantamento do Rendimento Câmbio identificou a continuidade desse avanço entre clientes que utilizaram o Visa Travel Money (VTM), cartão pré-pago internacional. O estudo analisou especificamente onde os cartões foram mais utilizados e o volume de operações registradas no período. Os Estados Unidos lideraram, com mais de 35,7% dos cartões em uso, seguidos por destinos europeus, como: Portugal (17,35%), França (17%), Itália (15,75%) e Reino Unido (14%).
O cenário é sustentado pela retomada das viagens internacionais. Em 2025, a aviação internacional brasileira registrou 28,4 milhões de passageiros transportados ao longo do ano, alta de 20,2% em relação a 2019, mas também recorde histórico em decorrência do ano anterior, já que em 2024 foram 25 milhões de passageiros, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). O desempenho do setor ajuda a contextualizar o crescimento tanto dos gastos com cartões de crédito quanto do uso de cartões pré-pagos no exterior.
No recorte por categoria, alimentação e hospedagem lideram os desembolsos. Restaurantes e fast foods movimentaram R$ 2,35 milhões no trimestre, seguidos por hotéis com R$ 1,34 milhão, e supermercados, com cerca de R$ 1 milhão. O varejo aparece na sequência, com R$ 694 mil em lojas de roupas e R$ 438 mil em eletrônicos. Transporte individual, como táxis, chegaram a R$ 313 mil, enquanto agências de viagem responderam por R$ 262 mil.
Segundo Gustavo Izidoro, superintendente do Rendimento Câmbio, o padrão de consumo observado no último trimestre reforça uma tendência já identificada pela instituição. “Com exceção aos restaurantes, os maiores gastos dos viajantes são com itens de estadia, mobilidade, vestuário e eletrônicos. Isso é algo que acompanhamos ao longo do tempo. Uma das principais causas para essas buscas são os valores praticados fora do nosso país, que geralmente são inferiores aos praticados em nosso mercado interno”, afirma.
Quando a análise considera o número de operações, o comportamento se mantém. Restaurantes registraram 36,9% das transações, supermercados 25% e fast foods 21,1%, indicando uso recorrente do cartão para despesas do dia a dia da viagem. Serviços de transporte contabilizaram 10,7%, enquanto hotéis cerca de 6%.
Para a instituição, o desempenho do período indica que o cartão pré-pago vem sendo incorporado de forma mais estruturada ao planejamento financeiro dos viajantes. Em vez de funcionar apenas como alternativa ao dinheiro em espécie, o VTM ganha espaço como instrumento para organização de gastos e mitigar a exposição às oscilações cambiais ao longo da viagem.
Golin PR

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