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O Fogo Alto, ecossistema de inovação e tecnologia voltado ao food service, participa do iFood Move 2026 nos dias 16 e 17 de setembro, no São Paulo Expo, com uma agenda dedicada a aproximar os desafios enfrentados diariamente por bares e restaurantes das startups que estão desenvolvendo soluções para o setor.
O iFood Move é o maior evento de restaurantes da América Latina e em sua última edição, em 2025, recebeu mais de 7 mil donos de restaurantes e 12 mil visitantes em dois dias. O evento é uma importante vitrine para o Fornada 2026, programa do Fogo Alto que conecta foodtechs a restaurantes e busca colocar a tecnologia para funcionar dentro das operações, permitindo que as soluções sejam testadas e validadas diante dos desafios reais do mercado.
Um dos destaques do Fogo Alto será a Vila de Startups, espaço que reunirá empresas de tecnologia ligadas ao ecossistema e dará visibilidade a soluções desenvolvidas para problemas concretos das operações de alimentação fora do lar. Durante o evento, também será realizada a premiação das cinco startups finalistas do Fornada 2026, reconhecendo projetos que se destacaram por sua capacidade de responder a necessidades reais do setor.
Em sua segunda edição, o Fornada recebeu 87 inscrições de startups de diferentes regiões do país. O processo chegou a 16 empresas selecionadas para o Pitch Day, realizado na sede do iFood, reunindo soluções para áreas de gestão financeira, compras e estoque, contratação e treinamento de equipes, delivery, atendimento e inteligência de dados. O próximo passo da jornada será a premiação das cinco startups finalistas durante o iFood Move 2026.
Mais do que apresentar novas tecnologias, a proposta do Fogo Alto é criar uma ponte entre quem enfrenta os problemas diariamente e quem tem capacidade para desenvolver ferramentas capazes de solucioná-los.
“Existe muita tecnologia sendo criada para restaurantes, mas ainda há uma distância entre desenvolver uma solução e entender o que realmente acontece dentro de uma operação. Nosso trabalho é aproximar esses dois mundos. Queremos que a inovação comece pela dor do restaurante, e não pela tecnologia”, afirma Carlos Keiichi, fundador do Fogo Alto.
Cozinha Aberta: restaurantes podem construir soluções
Além da Vila de Startups e da premiação, Carlos Keiichi, também integra a programação de conteúdo do iFood Move 2026. No dia 16 de setembro, às 14h40, ele participa, ao lado de Eduardo Olimpio, diretor de Tecnologia do iFood, da palestra “Cozinha Aberta: A Solução Que Você Espera Ser Lançada Já Poderia Ser Construída”.
A conversa propõe uma mudança de perspectiva para os empresários do food service, onde, ao invés de esperar que o mercado desenvolva uma ferramenta capaz de solucionar determinada dificuldade, os restaurantes assumam um papel mais ativo na identificação dos seus problemas e na construção e validação de novas tecnologias.
“Quem está dentro de um restaurante conhece problemas que muitas vezes ainda não foram percebidos pelas empresas de tecnologia. Quando conseguimos transformar essa experiência em informação estruturada e aproximá-la de quem sabe construir soluções, abrimos espaço para uma inovação muito mais eficiente e aplicável”, explica Keiichi.
Da identificação das dores à solução
Em vez de trabalhar apenas com apresentações e conceitos, o programa Fornada 2026 busca aproximar as startups da realidade das operações para que as tecnologias desenvolvidas respondam efetivamente aos principais gargalos enfrentados pelo setor.
As empresas participantes apresentam soluções voltadas ao food service, enquanto restaurantes colaboram com suas experiências, desafios e necessidades. Dessa forma, a tecnologia deixa de ser apenas uma promessa e passa a ser avaliada diante de questões como produtividade, redução de custos, gestão, experiência do consumidor e eficiência operacional.
O programa utiliza ainda a Brasa IA, ferramenta que cruza as necessidades identificadas nos restaurantes com o portfólio das startups para encontrar soluções mais aderentes a cada operação.
“O food service brasileiro tem desafios enormes em gestão, pessoas, estoque, desperdício, margem e produtividade. Ao mesmo tempo, temos empreendedores e startups desenvolvendo ferramentas extremamente interessantes. O que muitas vezes falta é conexão. A Vila de Startups é um espaço para fazer essas duas pontas se encontrarem e mostrar que muitas das soluções que o setor procura já estão sendo construídas”, completa Carlos Keiichi.

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