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Há muito tempo a cozinha deixou de ser apenas o ambiente dedicado ao preparo das refeições. Na CASACOR São Paulo 2026, ela assume definitivamente o papel de protagonista da casa, tornando-se cenário para encontros, experiências, autocuidado, contemplação e convivência. Os projetos mostram como arquitetura e design podem transformar o cotidiano, aproximando funcionalidade e emoção em um dos espaços mais importantes do morar contemporâneo.
Entre materiais naturais, soluções tecnológicas, layouts integrados e propostas que valorizam o bem-estar, as cozinhas da mostra apresentam diferentes interpretações para um mesmo conceito: o de que cozinhar é apenas uma das muitas experiências possíveis dentro desse ambiente.
Na Casa Cosentino Sanare, assinada por Natan Gil, a cozinha ocupa o centro do projeto e simboliza o coração da residência. Banhado por luz natural proveniente de uma claraboia, o espaço foi concebido como um lugar de encontro, permanência e reconexão. O bar de chás e ervas medicinais reforça a proposta de incorporar pequenos rituais de cuidado ao cotidiano, enquanto a integração entre natureza, luz e materiais cria uma atmosfera contemplativa que transforma a arquitetura em instrumento de acolhimento.
Essa dimensão afetiva também conduz à Casa Brastemp, projetada por Marcelo Salum. Inspirado na residência de uma jovem chef apaixonada por gastronomia, arte e arquitetura, o ambiente apresenta a cozinha como núcleo pulsante da casa, onde técnica e emoção caminham juntas. A composição de cores vibrantes, texturas marcantes e obras de arte cria uma atmosfera cheia de personalidade, enquanto os diferentes espaços se organizam em torno da cozinha, reforçando seu papel como ponto de encontro e palco para experiências compartilhadas.
No Loft Carmim, de PN+ | Paula Neder, a cozinha integra naturalmente os ambientes sociais e traduz uma forma de morar baseada na hospitalidade e nas memórias afetivas. Equipada para estimular o prazer de cozinhar e receber, ela dialoga com uma arquitetura marcada por peças artesanais, obras exclusivas e referências à tradição francesa reinterpretadas de forma contemporânea. A proposta evidencia que o preparo dos alimentos pode ser também um momento de convivência e celebração.
