terça-feira, 14 de abril de 2026

Nem todo café é igual: mudança no consumo no Brasil levanta debate sobre saúde, qualidade e hábitos

 

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A forma como o país consome a bebida mudou, e isso abre espaço para discutir desde diferenças entre gerações até os impactos reais do café no organismo. O Brasil é o segundo maior consumidor de café do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. Em 2025, o consumo total no país somou 21,4 milhões de sacas (60 kg), um consumo per capita expressivo de cerca de 4,82 kg a 5 kg de café torrado e moído por habitante ao ano, conforme dados Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC).  

Existe uma nova forma de consumo e uma tendência crescente de consumir o café sem açúcar, valorizando o sabor natural da bebida. Esse movimento acompanha a evolução do paladar e a maior qualidade dos grãos, que dispensam a necessidade de mascarar o amargor.  

Segundo a nutricionista e professora da Uninter, Renata Luana de Pádua Gandra, o tipo do grão, torra e preparo influenciam diretamente no sabor, qualidade e até os efeitos percebidos no organismo. A especialista faz várias abordagens sobre o café e, inclusive, comenta o melhor horário para o consumo e o quanto se deve tomar por dia. Seguem algumas temáticas como sugestão, que a nutricionista pode comentar, além de tratar sobre os impactos do consumo no organismo e traduzir o tema de forma didática: 

  • De vilão a aliado:o café deixou de ser visto apenas como prejudicial e hoje é associado a benefícios, principalmente pelo alto teor de antioxidantes, com potencial efeito protetor cardiovascular e metabólico 
  • Consumo recomendado:até 300–400 mg de cafeína por dia (cerca de 4 a 5 xícaras pequenas), com variações para públicos específicos, tipo gestantes: até 200 mg/dia e crianças: consumo deve ser limitado ou evitado 
  • Horário faz diferença:recomendação geral é evitar o consumo após o meio da tarde (16h–17h), já que a cafeína pode impactar o sono 
  • Efeito pouco conhecido:o café pode reduzir a absorção de minerais como ferro e cálcio quando consumido logo após refeições principais 
  • Dependência leve:embora não seja considerado uma droga pela Organização Mundial da Saúde, o consumo frequente pode gerar hábito e sintomas leves de abstinência 
  • Mudança de perfil do consumo:até os anos 90, o Brasil exportava os melhores grãos e consumia internamente um café mais amargo e de menor qualidade, muitas vezes resultado de torra excessiva para mascarar impurezas 
  • Consumidor mais exigente:cresce o interesse por origem dos grãos, tipos de torra e métodos de preparo — especialmente entre os mais jovens, que passam a encarar o café como experiência, e não só hábito 
  • Diferença geracional clara:gerações mais antigas mantêm o consumo do café tradicional forte e frequente, enquanto os mais jovens buscam cafés mais equilibrados, com notas sensoriais variadas (doce, frutado, achocolatado) 
  • Nova forma de consumo:há uma tendência crescente de consumir o café sem açúcar, valorizando o sabor natural da bebida. Esse movimento acompanha a evolução do paladar e a maior qualidade dos grãos, que dispensam a necessidade de mascarar o amargor 
  • Gancho provocativo:muitos brasileiros ainda não conhecem o sabor real do café — o amargor intenso, comum no consumo tradicional, nem sempre é uma característica natural da bebida  

elaine@nqm.com.br  

 

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