terça-feira, 15 de setembro de 2026

Do hype à margem: o que o morango cravejado ensina sobre transformar trends em negócio

 

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Em apenas 11 dias, os pedidos de morango cravejado em uma plataforma de delivery cresceram 1.053 vezes. O fenômeno, que começou a viralizar por volta do dia 20 de agosto, atingiu seu pico no fim do mês e mostra a velocidade com que uma receita pode deixar as redes sociais para entrar na rotina de consumo.

A busca pelo termo também disparou: segundo dados do Google Trends, o interesse por “morango cravejado” cresceu 5.000% em uma semana. No iFood, somente entre 25 e 26 de agosto, os pedidos avançaram 111%, enquanto o número de unidades aumentou 113%.

O fenômeno não é isolado. Em 2025, o morango do amor também mostrou como uma tendência nas redes pode rapidamente se transformar em consumo: os pedidos pelo produto no delivery passaram de 11 mil em junho para 275 mil em julho, crescimento superior a 2.300%.

Para quem trabalha profissionalmente com confeitaria, esses movimentos representam uma oportunidade, mas também um desafio. A velocidade da viralização exige velocidade de decisão. Entrar em uma tendência pode ajudar a atrair novos consumidores e movimentar as vendas, mas o entusiasmo precisa ser acompanhado por uma análise mínima de viabilidade.

“Lançar rapidamente permite aproveitar o momento de entusiasmo e curiosidade do consumidor antes que a novidade se torne saturada. Mas velocidade não pode significar improviso. É importante entender o custo da receita, o rendimento, a capacidade de produção e o preço que o consumidor está disposto a pagar”, ressalta Jonatas Fróes, Gerente de Comunicação da Harald.

A precificação é um dos pontos mais importantes e também um dos que mais podem comprometer o resultado. O valor de venda não deve considerar apenas ingredientes como chocolate, leite condensado e frutas. É preciso contabilizar perdas, rendimento, mão de obra, energia, embalagem, taxas de plataformas e margem de lucro.

No caso do morango cravejado, essa atenção é ainda mais importante porque os preços encontrados no mercado apresentam diferenças significativas. Levantamentos publicados sobre a tendência apontaram unidades entre R$13 e R$30, dependendo da receita, apresentação e estabelecimento.

“Uma mesma receita pode ter preços diferentes de acordo com a região, o público e a proposta do negócio. Por isso, olhar apenas para o preço do concorrente pode ser um erro. O confeiteiro precisa conhecer seus próprios custos e entender qual valor faz sentido para o posicionamento do produto”, explica Jonatas.

O tamanho do mercado ajuda a dimensionar essa oportunidade. Segundo a ABIP, o setor de panificação e confeitaria reúne mais de 330 mil empresas e movimentou R$164,12 bilhões em 2025. Nesse cenário, acompanhar mudanças no comportamento do consumidor e identificar novas oportunidades de consumo pode ser estratégico para os negócios. 

“O desafio é muito maior do que identificar qual será a próxima receita viral. É fundamental conseguir identificar quais tendências podem gerar mais vendas, margem e relacionamento com o consumidor”, explica Jonatas.

O morango cravejado pode até perder espaço para a próxima novidade das redes sociais, mas segundo Fróes, a lição permanece. “Em um mercado cada vez mais influenciado pela velocidade das tendências, transformar viralização em resultado será sempre o grande desafio. Isso significa criatividade para lançar e disciplina para fazer conta em qualquer receita viral”, finaliza.


Conheça a Harald
Fundada em 1982, a Harald é uma das principais empresas brasileiras especializadas em desenvolver soluções que impulsionam o mercado profissional de alimentos. Com forte atuação na confeitaria e presença crescente no food service, a companhia combina conhecimento técnico, inovação e qualidade para atender às necessidades de empreendedores, operadores e indústrias de diferentes portes.

Seu portfólio reúne marcas reconhecidas como Unique, Melken, Inovare, TOP, Confeiteiro e Fortunata, oferecendo soluções para aplicações doces e salgadas que contribuem para a produtividade, a padronização e a performance das operações profissionais. Desde 2015, a Harald integra a Fuji Oil Co., grupo global de alimentos com forte atuação em ingredientes e inovação.

harald@4in.ag

   

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