quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Champagne Day: conheça a Maison Lanson, que produz champagne há 266 anos

 

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O Champagne Day, celebrado na sexta-feira 23 de outubro, é uma boa oportunidade para conhecer melhor o espumante que só pode levar esse nome quando produzido na região de Champagne, na França. Quem ajuda a entender o que existe por trás das borbulhas é a sommelière Gabriela Bigarelli, embaixadora no Brasil da Maison Lanson, fundada em Reims em 1760 e conhecida há mais de dois séculos e meio por champagnes de acidez e frescor marcantes. Ela fala sobre o estilo da bebida e destaca as características dos quatro rótulos da vinícola importados para o Brasil exclusivamente pela Cantu Grupo Wine, a casa das grandes marcas, como: o Le Black Création Brut, também disponível em garrafa magnum, o Le Vintage e o Le Rosé Création. 

O ponto de partida, segundo a especialista, é separar o champagne do universo geral dos espumantes, pois trata-se de uma denominação de origem específica, de uma região delimitada e com regras próprias de elaboração. “O mercado brasileiro de vinhos e espumantes está mais maduro e diverso. Percebo um consumidor cada vez mais atento à procedência, aos métodos de produção e ao estilo de cada vinícola. Ao lado do público tradicional, que já conhece os grandes produtores, há pessoas que começaram a estudar sobre vinhos e querem entender temas antes restritos aos profissionais, como rótulos de reserva, fermentação malolática, diferentes crus e o papel de cada uva no assemblage.”, explica Bigarelli.

É aí que o champagne deixa de ser apenas o brinde das grandes celebrações e passa a ser olhado como vinho. As três uvas da região, Pinot Noir, Chardonnay e Meunier, combinadas em diferentes proporções, definem boa parte da personalidade de cada rótulo, enquanto o tempo de maturação em cave contribui para a finura do perlage, as bolhas que sobem pela taça. Acidez, intensidade, estrutura e nível de doçura completam a leitura. “Para mim, essa é uma das transformações mais interessantes: deixar de olhar apenas para as borbulhas e começar a compreender o vinho que existe por trás delas”, resume Gabriela.

Uma das casas mais antigas de Champagne, a Lanson acumula capítulos curiosos ao longo da história. Adotou a Cruz de Malta como emblema em 1798, em homenagem ao filho do fundador, recebeu em 1900 o Royal Warrant da Rainha Vitória, que a tornou fornecedora oficial da Corte britânica, e é parceira de Wimbledon, o torneio de tênis mais antigo do mundo. No estilo, a marca da casa é uma escolha que atravessa gerações: preservar a acidez e o frescor dos vinhos, tradicionalmente evitando a fermentação malolática. A filosofia segue firme sob o comando do chef de cave Hervé Dantan e resulta em champagnes vibrantes, de perfil mais cítrico e tenso.

O Le Black Création Brut, evolução do clássico Black Label, é a expressão mais direta desse estilo e traz um detalhe curioso: cada edição recebe um número que corresponde à sequência de assemblages realizadas pela Lanson desde a sua fundação. Na versão Magnum, de 1,5 litro, o mesmo champagne ganha um formato pensado para mesas maiores e para quem gosta de guardar a garrafa por mais tempo.

Onde comprar: https://www.vinhoideal.com.br/champagne-lanson-le-black-creation-258-brut-750ml 

No topo da linha está o Le Vintage 2013, um champagne safrado, elaborado apenas em anos excepcionais e com uvas de uma única colheita, ao contrário da maioria dos champagnes, que combinam vinhos de várias safras. A de 2013 é considerada por especialistas da região uma das mais icônicas do século. Feito com Pinot Noir e Chardonnay, o vinho base fermenta em inox, também sem malolática, passa por barricas e descansa no mínimo nove anos sobre as borras após a segunda fermentação em garrafa. O resultado é um champagne de acidez marcante e aromas de palha, avelãs, flor de laranjeira, mel e tâmaras, que vai bem com queijos, peixes, frutos do mar e tortas de frutas e castanhas, e que pode ser aberto agora ou guardado por 5, 10 ou até 20 anos.

O Le Rosé Création carrega uma história ainda mais longa. A Lanson registra produção de champagne rosé desde 1833, e o estilo integra permanentemente seu portfólio desde 1952. Hoje, o rótulo conta inclusive com uma reserva própria de vinhos rosés, usada para manter a identidade da casa safra após safra. Para Bigarelli, não é por acaso que Brut e Rosé Brut são os favoritos do brasileiro. “São estilos que funcionam como porta de entrada para entender a identidade de cada produtor e, no caso dos rosés, somam um visual marcante a um perfil aromático particular, o que explica a categoria permanecer em crescimento”, relata.

Onde comprar: https://www.vinhodeporta.com.br/paises/franca/champagne-lanson-rose-label-brut 

Na mesa, a combinação de acidez, efervescência e diferentes níveis de estrutura faz do champagne um vinho muito mais versátil do que o papel de aperitivo sugere, capaz de acompanhar uma refeição inteira se o prato for elaborado com a mesma atenção dada a qualquer grande vinho gastronômico.

E para quem ainda enxerga a bebida como cara ou distante, a embaixadora propõe mudar o ângulo. “Conhecer Champagne é também conhecer uma região, seus produtores e diferentes maneiras de interpretar um terroir. Quando passamos a olhar por esse ângulo, a conversa deixa de ser simplesmente sobre preço ou status e passa a ser sobre cultura, história e vinho”, conclui.

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