quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Champagne Day: a história e a tradição por trás da bebida das celebrações

 

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O Champagne Day, celebrado em 23 de outubro, se torna um convite para conhecer uma bebida cuja imagem, há séculos, está associada a festas e grandes ocasiões, mas que também carrega a história e a tradição de uma das regiões vitivinícolas mais emblemáticas da França.

Antes de tudo, é importante começar pelo básico: nem todo espumante é Champagne. Para receber esse nome, o vinho precisa ser elaborado na região de Champagne, no nordeste da França, seguindo as exigências da denominação de origem. “Entre os requisitos, estão a colheita manual, a segunda fermentação na própria garrafa, técnica conhecida como método champenoise ou tradicional, e um período mínimo de maturação nas caves de quinze meses e três anos no caso dos exemplares safrados. Chardonnay, Pinot Noir e Meunier, também conhecida como Pinot Meunier, são as três variedades mais utilizadas, cada uma contribuindo com características próprias à composição”, comenta Diego Peres, sommelier da Bodegas Grupo Wine. 

A história desse vinho também é resultado de descobertas graduais. A partir dos séculos XVII e XVIII, os produtores aperfeiçoaram técnicas de prensagem, mistura de vinhos e controle da segunda fermentação. Ao longo do tempo, o que antes era um fenômeno difícil de dominar se transformou em uma das expressões mais reconhecidas da vitivinicultura mundial.

Outra particularidade está nos diferentes estilos de Champagne, definidos pelo teor de açúcar presente no vinho. Após a segunda fermentação e o período de maturação, as leveduras e os sedimentos são retirados da garrafa em uma etapa conhecida como dégorgement. Em seguida, o produtor pode realizar o procedimento chamado “dosage”, que utiliza pequenas quantidades de licor de expedição, geralmente composto por vinho e açúcar, para ajustar o equilíbrio e o estilo final da bebida, que define o espumante do mais seco ao mais doce. E, no caso dos Champagnes Brut Nature, que não recebem açúcar após o dégorgement e apresentam menos de 3 g/L de açúcar residual, são uma opção extremamente seca, mas sem perder a elegância, complexidade e equilíbrio.

Dessa forma, é a quantidade de açúcar presente no vinho final, expressa em gramas por litro, que determina sua classificação, da versão mais seca à mais doce:

  • Brut Nature: menos de 3 g/L, sem adição de açúcar após a segunda fermentação;
  • Extra Brut: de 0 a 6 g/L;
  • Brut: menos de 12 g/L;
  • Extra Dry: de 12 a 17 g/L;
  • Sec: de 17 a 32 g/L;
  • Demi-Sec: de 32 a 50 g/L;
  • Doux: mais de 50 g/L.

Entre as maisons que ajudam a aproximar essa tradição de diferentes momentos de consumo está Montaudon. Fundada em 1891, em Épernay, a casa atravessou quatro gerações da família e consolidou sua presença em diferentes mercados internacionais. Seu estilo valoriza a fruta, a generosidade no paladar e o prazer de compartilhar. 

O Montaudon Brut, destaque no portfólio da Bodegas Grupo Wine, é uma boa expressão dessa proposta pois combina frescor, textura cremosa e notas de frutas maduras e panificação, sem exigir uma ocasião especial para ser aberto.

https://www.wine.com.br/vinhos/champagne-montaudon-brut/prod3170.html

“Talvez esse seja justamente o encanto de Champagne: reunir rigor técnico, identidade territorial e uma capacidade rara de transformar encontros em lembranças. E, se existe algo que o Champagne Day nos recorda, é que celebrar também pode fazer parte de qualquer momento”, conclui o sommelier.

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