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Quando se fala em vinho argentino, é frequente que o malbec seja citado. A Argentina foi o local da preservação desta uva, que é celebrada em 17 de abril, Dia do Malbec, data criada pela Wines of Argentina (WofA).
Originária da região de Cahors, no sudoeste francês, a uva malbec chegou à Argentina em 1853, levada pelo agrônomo Michel Aimé Pouget. Décadas depois, uma praga chamada filoxera, que atacava as raízes das videiras, devastou os vinhedos europeus. Enquanto o cultivo era drasticamente reduzido na França, a variedade encontrou em Mendoza condições ideais de clima, solo e altitude. Atualmente, de acordo com o Instituto Nacional de Viticultura (INV), a região concentra quase 85% de toda a área plantada de malbec na Argentina, país que lidera a produção mundial.
As diferenças entre os estilos dos vinhos ajudam a explicar esse protagonismo: enquanto o malbec de Cahors apresenta perfil mais estruturado e terroso, o argentino se destaca por frutas maduras, taninos macios e maior intensidade aromática, resultado da altitude e da amplitude térmica da Cordilheira dos Andes.
O avanço da variedade acompanha o crescimento do consumo de vinho no Brasil, que o tem como segunda bebida alcoólica favorita, atrás apenas da cerveja, segundo o Estudo de Mercado do Instituto MDA Pesquisa (2023), em parceria com o Sebrae e o Consevitis-RS. Nesse cenário, o malbec se destaca como uma das variedades mais queridas pelo mercado nacional, que é o terceiro maior importador desse vinho argentino no mundo, atrás apenas dos EUA e do Reino Unido.
