sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Pós-festas sem extremismos: mitos e verdades sobre "detox" e o que realmente ajuda a voltar ao equilíbrio

 

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 O período pós-festas traz mudanças significativas na rotina alimentar, no sono e no nível de atividade física. Além de celebrações sucessivas, há maior consumo de álcool, açúcar, alimentos volumosos e horários irregulares. Esses fatores combinados levam muitas pessoas buscarem estratégias rápidas de “compensação”, especialmente dietas tradicionais de “detox” ou protocolos que prometem efeitos imediatos. Mas, segundo especialistas, essa abordagem carece de respaldo na ciência. 

A ideia de que o corpo precisa “limpar toxinas” após as festas permanece popular, embora órgãos como fígado, rins e intestino já executem naturalmente essa função. De acordo com a nutricionista Carla Fiorillo, coordenadora de conteúdo da Puravida, o que realmente se altera nesse período é a sobrecarga metabólica momentânea e o impacto sobre sono, inflamação e microbiota intestinal. “O corpo não precisa de medidas extremas para se reorganizar. Ele precisa de condições adequadas. E isso passa por hidratação, sono, movimento leve e regularidade alimentar”, afirma. 

Nos primeiros dias após os excessos, a retenção de líquidos, o desconforto abdominal e a oscilação de energia são comuns. Isso se explica, em parte, pelo impacto das refeições tardias e mais densas, que alteram o funcionamento gastrointestinal e modificam temporariamente o equilíbrio da microbiota. “Estudos apontam que padrões alimentares irregulares podem influenciar o humor, a digestão e até a percepção de fome e saciedade. Por isso, antes de pensar em restrições, a recomendação é restabelecer o ritmo circadiano e moderação calórica ao longo do dia, sem longos intervalos em jejum e sem promessas rígidas de compensação”, explica a especialista. 

A hidratação é decisiva no pós-festas. Água e chás naturais não adoçados auxiliam na redução da sensação de inchaço e favorecem a função renal. O movimento leve, como caminhadas, alongamentos ou exercícios de baixa intensidade, melhora a circulação, auxilia o trânsito intestinal e contribui para retomar o equilíbrio energético sem sobrecarregar o organismo. Já o sono, frequentemente alterado no período de festas, é determinante para reorganizar processos metabólicos e hormonais envolvidos na fome, na saciedade e na disposição. 
 
“Outro ponto relevante é a presença adequada de fibras, proteínas, micronutrientes e antioxidantes. As fibras dão suporte direto ao intestino, especialmente após dias de maior ingestão de gorduras, álcool e açúcar. As proteínas, por sua vez, ajudam a recuperar a sensação de saciedade e estabilizam os níveis de energia ao longo do dia”, detalha Carla. Micronutrientes como magnésio e vitaminas do complexo B podem contribuir para o metabolismo energético e para a retomada gradual do bem-estar, atuando como apoio à alimentação, não como solução isolada. 
 
Alimentos ricos em fibras, frutas e vegetais, grãos integrais e proteínas de qualidade são recursos valiosos no pós-festas. Suplementos como magnésio, complexo B, opções práticas de proteína, e antioxidantes, como cúrcuma, NAC e coenzima Q10 também oferecem conveniência para reorganizar o dia a dia. “O importante é compreender que o equilíbrio funciona melhor do que qualquer ideia de reset. O corpo responde bem à consistência, não a medidas drásticas”, finaliza Carla. 

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