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Você sabia que o município do Rio de Janeiro tem uma rua dedicada às cervejas artesanais? Uma rua cheia de história, diga-se de passagem.
Trata-se da Rua da Carioca, onde, no passado, funcionou o famoso Bar Luiz, considerado a primeira cervejaria da cidade, e onde Cartola e Dona Zica comandaram o restaurante Zicartola, local da primeira apresentação de Paulinho da Viola.
Em setembro de 2024, a Rua da Carioca assistiu à inauguração da Vírus Bier, no número 55. Depois vieram a Hidromelaria Martelo Pagão e as cervejarias Piedade, Arkan Beer, Cotovelo e Candanga. Ainda neste primeiro semestre de 2026, deverá ser a vez da Sundog abrir as portas. E assim, pouco a pouco, a Rua da Carioca, que já se chamou Rua do Egito e Rua do Piolho, vai assumindo o novo nome: Rua da Cerveja.
A ideia nasceu da indicação legislativa do vereador Rafael Aloisio Freitas, que sugeriu a construção de uma Cidade da Cerveja no Rio. Autor da legislação que permitiu que bares e restaurantes coloquem mesas e cadeiras nas calçadas (publicada durante a pandemia da Covid-19, salvando muitos empresários da bancarrota), Rafael Aloisio já havia aprovado projeto de lei facilitando a instalação de microcervejarias no município. Sua nova proposta foi abraçada pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que, diante do estado de abandono da Rua da Carioca na ocasião, decidiu começar por ali, implantando a Rua da Cerveja. “Toda cidade começa com uma rua”, diz o vereador.
Neste ponto da história, fica clara a importância da parceria público-privada, não só para revitalizar áreas degradadas, como também para fomentar pequenos negócios artesanais capazes de gerar turismo e renda. A Prefeitura do Rio abriu edital para atrair empresários interessados em operar na Rua da Carioca, oferecendo até R$ 200 mil para a reforma do imóvel e até R$ 15 mil mensais para despesas operacionais, com repasses que se estendem de 30 a 48 meses. A principal exigência do poder público: nada de grandes marcas, a Rua da Cerveja deverá ser ocupada por microcervejarias artesanais.
Entre os projetos que foram contemplados está a Vírus Bier, de Luiz Oliveira, que produz cerveja desde 2018 – primeiro como cigano, ocupando capacidade ociosa da cervejaria Piedade, e depois em fábrica própria no bairro da Praça da Bandeira. “Hoje toda a nossa produção está aqui, na Rua da Cerveja”, afirma ele, acrescentando que os volumes vão crescendo aos poucos, já que antes trabalhava somente com delivery e agora conta com o consumo no local.
Já a Cotovelo é a prova de que a união faz mesmo a força: nasceu da parceria entre a Cervejaria Búzios (uma marca consagrada na Região dos Lagos), a Cervejaria Tio Ruy e o empresário Raphael Vidal. À frente da Casa Porto, do Bafo da Prainha, do Capiau e do restaurante Dois de Fevereiro (que tem João Diamante como chef), Vidal já foi chamado de Midas dos bares. E entende como ninguém o processo de revitalização de espaços degradados – vide a transformação que ocorreu depois da sua chegada ao Largo da Prainha.
Segundo o empresário, o Convento de Santo Antônio, que fica no Largo da Carioca, abrigou, no passado, um cemitério que tinha um bar que vendia... chope! “Para mim, um bar precisa ter uma relação próxima com seu território, tem que contar a história do local. E a Rua da Carioca é cheia de histórias! O Bar Luiz, por exemplo, popularizou o chope no Rio de Janeiro e, para divulgar a bebida, promovia quedas de braço. Foi a partir dessa referência que escolhemos o nome Cotovelo”, explica.
Vidal não pestanejou nem na hora de atrasar a obra da Cotovelo, quando descobriu ladrilhos hidráulicos antigos no imóvel. “A gente precisou recuperar os ladrilhos que se revelaram. Eu valorizo muito descobertas assim, a Cotovelo é como um museu a céu aberto. E a Rua da Cerveja, um point que une gastronomia, história e cultura”, diz ele.
Um point de gastronomia, história, cultura – e também de geração de empregos e renda para a população, como acrescenta Rafael Aloisio. Afinal, a expectativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro é de que a Rua da Cerveja movimente R$ 222 milhões em quatro anos, com a criação de 500 empregos e geração de massa salarial de R$ 41,8 milhões.
Assessora
Ursula Alonso Manso

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