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No vasto calendário de celebrações que o
Brasil abraça, duas em especial conquistam os corações dos brasileiros
de norte a sul: as Festas Juninas e Julinas. Com suas cores vibrantes,
músicas contagiantes e danças
típicas, essas festividades encantam e unem pessoas de todas as idades
em uma verdadeira celebração das tradições do campo, da agricultura e da
cultura nacional. E é justamente nesse contexto festivo que entram os
pratos tradicionais das
comemorações. As receitas típicas são um verdadeiro deleite para os
sentidos, despertando nostalgia e satisfação em cada mordida. A melhor
parte é que, com pequenas adaptações, é possível desfrutar as guloseimas
de forma mais saudável e
equilibrada.
De acordo com Lídia Tiggemann Prando,
professora adjunta da UniSul, integrante do Ecossistema Ânima e doutora
em engenharia de alimentos, algumas receitas podem ser ajustadas, sem
perder o charme e sabor característico
dessas festas. Um dos exemplos é a tão amada paçoca que pode ser
preparada com farinha de castanha-do-pará. “A oleaginosa é uma fonte de
gordura boa, é rica em vitaminas do complexo B, vitamina E, além de
conter minerais como selênio, magnésio,
zinco, potássio e fósforo que contribuem para o funcionamento do
organismo”, afirma.
Outro ingrediente que pode complementar a
receita da paçoca é a farinha de pinhão. Isso porque é livre de glúten e
é fonte de proteínas, cálcio, ferro e vitaminas B3, E e A. Segundo a
professora, também é importante
investir no açúcar mascavo, pois não é submetido ao processo de
refinamento e, com isso, mantêm os minerais de sua composição.
“São ingredientes que trazem inúmeras contribuições à saúde dos indivíduos. Dentre algumas delas estão: ação antioxidante e redução do risco de doenças cardiovasculares por conter lipídios que auxiliam no transporte do colesterol inflamatório. Também ajudam a modular o sistema imunológico, ativar o metabolismo da tireoide, auxiliar no controle da fome, manter a saúde dos olhos e no fornecimento de minerais essenciais para o bom funcionamento das células musculares”, explica Lídia.
