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A pandemia vem provocando mudanças nos hábitos alimentares de grande parte dos brasileiros que passaram a consumir produtos mais saudáveis, a maioria feitos com ingredientes frescos e orgânicos. Além da busca por uma refeição natural, sem componentes químicos ou agrotóxicos, tendências como vegetarianismo e veganismo também vem crescendo por aqui.
Conforme pesquisa realizada pelo Ibope em 2020, 47% dos brasileiros reduziram o consumo de carne devido ao aumento dos preços, enquanto o interesse por matérias ligadas ao vegetarianismo e ao veganismo também vem crescendo. Em 2018 cerca de 30 milhões de brasileiros se declararam vegetarianos, resultado que indicou crescimento de 75% em relação a 2012, quando apenas 8% da população era adepta a esse tipo de alimentação.
Em paralelo ao vegetarianismo, outra corrente que vem ganhando força é o veganismo que exclui por completo o consumo de qualquer componente de origem animal, em esferas que vão além da alimentação, prova disso é o Estudo da NutriNet Brasil, realizado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP) em 2020, que detectou um aumento generalizado na frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão de 40,2% para 44,6% durante a pandemia.
Essa mudança positiva no comportamento alimentar pode ser explicada principalmente pela preocupação das pessoas em melhorar a alimentação e, consequentemente, as defesas imunológicas do organismo, pois o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados fortalece os mecanismos de defesa, enquanto a ingestão de comidas ultraprocessadas, por serem pobres em vitaminas e minerais, favorecem o aparecimento de doenças crônicas como obesidade, diabetes e hipertensão que aumentam a letalidade da Covid-19.


