segunda-feira, 29 de junho de 2026

Vinhos/ Inverno pede França: quatro rótulos para viajar pelo país

 

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Quando as temperaturas caem, é natural que os brasileiros passem a buscar vinhos mais estruturados. Segundo Stephani Mercado, sommelière da Cantu Grupo Wine, a casa das grandes marcas, os vinhos franceses costumam ganhar destaque no inverno porque algumas das regiões mais emblemáticas do país são reconhecidas por produzir rótulos de grande complexidade e potencial gastronômico. "A França reúne algumas das regiões mais emblemáticas do mundo do vinho. Em uma mesma origem, é possível encontrar a elegância dos Champagnes, a mineralidade de Chablis, a delicadeza dos Pinot Noir da Borgonha e a estrutura dos tintos de Bordeaux. Essa diversidade faz com que os vinhos desse país sejam ótimos companheiros para diferentes momentos e harmonizações durante o inverno", explica Stephani.

Para quem deseja começar por Champagne, a indicação é o Lanson Rosé Label Brut. Produzido pela vinícola Lanson, fundada em 1760, uma das mais tradicionais da região, o rótulo expressa o estilo que tornou Champagne uma das denominações mais prestigiadas do mundo. Embora muitas pessoas associem a bebida apenas às celebrações, sua combinação de frescor, complexidade e cremosidade faz dela uma excelente companhia à mesa. O exemplar harmoniza bem com fondue de queijos, risotos de cogumelos, salmão defumado e queijos.

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A próxima parada é a Borgonha, região que ajudou a consolidar a reputação mundial da Pinot Noir. A sugestão é o Albert Bichot Origines Pinot Noir, elaborado por uma vinícola familiar fundada em 1831 e produzido a partir de vinhas com 25 a 30 anos localizadas entre a Côte de Beaune e a Côte de Nuits, duas das áreas mais tradicionais da região. O resultado é um vinho marcado por notas de frutas vermelhas maduras, ameixas e framboesas, com boa concentração aromática, equilíbrio e final persistente. À mesa, acompanha bem aves assadas, carnes suínas, risotos de cogumelos e tábuas de queijos.

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Da Côte de Beaune e da Côte de Nuits, a viagem segue para Chablis, mostrando como uma mesma vinícola, Albert Bichot, pode expressar diferentes facetas da Borgonha. Mais ao norte da região, os vinhedos cultivados sobre solos ricos em fósseis marinhos dão origem a vinhos marcados pela mineralidade e pela elegância. É o caso do Albert Bichot Petit Chablis, que combina notas de limão, grapefruit e casca de cítricos a uma acidez vibrante e refrescante. O resultado é um vinho que harmoniza peixes em molhos cremosos, frutos do mar gratinados e culinária japonesa.

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Da mineralidade dos brancos de Chablis, a viagem chega a Bordeaux, região que ajudou a definir o estilo de alguns dos vinhos mais influentes do mundo. A recomendação é o Calvet Bordeaux Supérieur, produzido pela Calvet, vinícola fundada em 1818 e que, há mais de dois séculos, é uma das referências dos vinhos franceses. Elaborado a partir das uvas Merlot e Cabernet Sauvignon e amadurecido por até 12 meses em barricas de carvalho francês, o rótulo reúne aromas de frutas vermelhas, especiarias e notas de baunilha, resultando em um vinho estruturado e elegante, ideal para acompanhar carnes assadas, pratos de longa cocção e queijos maturados.

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