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A Bahia deve reassumir, em 2026, a posição de maior produtora de milho do Nordeste, impulsionada pelo crescimento da área cultivada, da produtividade e da produção do grão. A projeção consta no mais recente Caderno Setorial do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), do Banco do Nordeste.
Segundo o estudo, a produção baiana de milho deve alcançar 3,43 milhões de toneladas na safra 2025/2026, aumento de 22,5% em relação ao ciclo anterior. A área plantada no estado deve crescer 5%, chegando a 768,7 mil hectares, enquanto a produtividade média tem previsão de alta de 16,7%, alcançando 4.467 quilos por hectare. Esses resultados colocam a Bahia à frente dos demais estados nordestinos na produção do cereal.
No Nordeste, a produção de milho deve atingir 10,96 milhões de toneladas, avanço de 8,1%, mesmo com redução de 0,9% na área cultivada. O aumento é explicado principalmente pelo ganho de produtividade, estimado em 9,1% na região.
O milho tem papel estratégico para a economia baiana, especialmente no Oeste do estado, onde se concentram grandes áreas de produção. Além de abastecer cadeias produtivas como avicultura, suinocultura e bovinocultura, ele ganha importância crescente na produção do etanol de milho. O Etene destaca que a Bahia passou a integrar recentemente o grupo de estados com unidades produtoras desse biocombustível, fortalecendo a agregação de valor à produção agrícola local.
De acordo com o superintendente estadual do Banco do Nordeste na Bahia, Pedro Lima Neto, a instituição tem atuado para apoiar toda a cadeia produtiva do milho, especialmente quanto à ampliação e verticalização da cadeia. “O crescimento da produtividade é resultado de investimentos em tecnologia, inovação e modernização das propriedades rurais, processos que contam com o apoio do crédito do Banco do Nordeste. A retomada da liderança da Bahia na produção de milho reflete a capacidade de investimento do setor produtivo e a confiança dos produtores no potencial do estado”, afirma o superintendente.
Outro indicador relevante é o mercado de trabalho. A Bahia lidera o número de vínculos formais ligados ao cultivo de milho no Nordeste, concentrando cerca de 45% dos empregos da cadeia produtiva na área de atuação do Banco do Nordeste. O estado registra média anual de 911 vínculos ativos, reflexo de sua posição como principal produtor regional do grão.
O levantamento também aponta o potencial dos financiamentos para ampliar os impactos econômicos da atividade nos municípios produtores do Oeste baiano, especialmente em São Desidério, Correntina e Formosa do Rio Preto. As estimativas indicam efeitos positivos sobre geração de renda, arrecadação tributária e ocupação de mão de obra, destacando a importância do crédito rural para o desenvolvimento da região.
IMPRENSA - Banco do Nordeste

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