segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CASACOR Rio 2026 amplia o diálogo entre arte, design, arquitetura e memória

 

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A CASACOR Rio de Janeiro amplia, em sua 35ª edição, o espaço dedicado à arte, ao design e à cultura e transforma o percurso pelo Edifício Aliança da Bahia em uma experiência que aproxima criação contemporânea, memória, arquitetura e cidade. Sob o tema “Mente e Coração”, a mostra reúne exposições e instalações que propõem diferentes formas de olhar para a cidade, para a matéria e para a construção dos espaços.

Realizada de 15 de setembro a 8 de novembro de 2026, a edição ocupa um edifício modernista no coração do Centro do Rio e estabelece uma relação direta com o patrimônio arquitetônico e cultural do entorno. A escolha do endereço reforça a proposta de olhar para o passado não como algo estático, mas como uma camada viva, capaz de receber novos usos e produzir novas experiências.

Neste contexto, a CASACOR Rio também integra a programação da Semana de Arte Cultura, festival que amplia o circuito cultural da cidade ao reunir manifestações como arte, design, arquitetura, música e outras linguagens. Dentro da mostra, essas diferentes expressões se encontram ao longo das circulações do edifício, criando um percurso que conecta tempos, materiais, técnicas e formas de criação.

Um passeio por arte, design, arquitetura e memória

Para quem visita a CASACOR Rio durante a Semana de Arte Cultura, vale ficar atento às diferentes manifestações que aparecem ao longo do percurso. Em cada pavimento, uma experiência estabelece uma relação particular entre arte, design, arquitetura, memória, artesanato e matéria.

No 7º andar, a Expo Rio Entre Tempos, com curadoria de Joaquim Marçal, parte da localização da CASACOR para investigar as transformações urbanas e arquitetônicas ocorridas no Centro do Rio. A exposição reúne fotografias históricas e contemporâneas de 12 edifícios emblemáticos da região e propõe uma leitura da cidade a partir de sua história e memória.

A narrativa se constrói a partir das diferentes camadas que compõem a paisagem carioca. O antigo Morro do Castelo, desmontado no início do século XX, dá início a uma trajetória marcada por sucessivos processos de construção, demolição e reconstrução. No percurso, surgem edifícios que representam diferentes momentos da história da cidade, entre eles o Palácio Gustavo Capanema, a sede da Associação Brasileira de Imprensa, o Theatro Municipal e o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

No terraço, quatro grandes painéis de orientação devolvem esse olhar à paisagem real. A partir deles, o visitante é convidado a identificar, no skyline do Centro, alguns dos edifícios apresentados na exposição, transformando a observação da cidade em uma experiência de reconhecimento e memória.

Estes edifícios refletem fases importantes da história política, econômica e social de nossa cidade e de nosso país. São distintos partidos arquitetônicos aplicados aos nossos prédios públicos e privados, que vão se sucedendo ou coexistindo, às vezes, de forma antagônica.”, comenta Joaquim Marçal.

No 6º andar, A Forma Informal celebra o centenário de Sergio Rodrigues a partir de uma leitura contemporânea de sua obra. Assinado por Bel Lobo e Marianna Travassos, do Bebo Arquitetos, o ambiente resgata o sistema SR2, desenhos e referências do processo original de criação do designer, aproximando design, memória e processos de produção em uma proposta que também preserva características do edifício.

No 5º andar, a Galeria do Artista Expo Interseções apresenta uma instalação de Marcelo Monteiro, com curadoria de Vanda Klabin. A proposta investiga as relações entre arte, matéria e processo a partir da combinação de madeira, ferramentas, procedimentos manuais e elementos industriais.

A instalação nasce do deslocamento de objetos e materiais de seus contextos originais. Ao serem reorganizados, eles deixam de cumprir suas funções habituais e passam a construir novas relações formais e narrativas. Fissuras, dobras, fendas e pregas tornam-se elementos de uma linguagem que explora a tensão entre construir e desmanchar.

Marcelo faz da ousadia a sua gramática visual. Impõe os seus próprios rituais ao combinar elementos aparentemente díspares, articulados por meio da força, da tensão e do equilíbrio, criando uma nova lógica de construção, complexa e ambígua”, afirma a curadora.

No 3º andar, a arte ganha uma dimensão sensorial em Fio Condutor, experiência imersiva criada pela Grão Arquitetura em parceria com a Galeria Hathi. A circulação do pavimento é transformada em uma floresta lúdica, construída a partir de fios, galhos, sombras e texturas, em uma experiência que aproxima arte popular, artesanato e matéria.

Tecidos de fibras naturais e texturas artesanais desenvolvidos pelo designer Renato Imbroisi dão forma a árvores e galhos, enquanto tapetes da Galeria Hathi se sobrepõem ao piso e conduzem o visitante por diferentes caminhos. Nas extremidades, estruturas suspensas abrigam pequenas casas povoadas por sombras de galhos, plantas e animais.

A iluminação é parte fundamental da experiência. Tons mais brancos fazem referência à Mente, enquanto a luz amarelada evoca o Coração, criando atmosferas distintas ao longo do percurso.

Já no 2º andar, a ETEL e o Arquivo Contemporâneo apresentam, em uma realização conjunta, a exposição “Galeria Modernista Expo FRAGMENTOS DO AVESSO”, com curadoria de Lissa Carmona, da ETEL. A mostra aproxima design, arquitetura, arte e memória a partir das trajetórias de Percival Lafer e Paulo Werneck, reunindo peças, estudos, objetos e registros históricos que revelam não apenas os trabalhos finalizados, mas também os processos e pesquisas que estão por trás deles.

O conceito de “avesso” dá nome a essa investigação sobre aquilo que normalmente permanece oculto: o traço inicial, a matéria-prima, os estudos, os encaixes e as escolhas que antecedem a peça acabada.

A trajetória de Paulo Werneck, reconhecido por seus mosaicos e painéis integrados à arquitetura modernista, aparece em diálogo com a produção de Percival Lafer, designer que permanece em atividade aos 90 anos e cuja obra é marcada pela pesquisa construtiva e pela inovação no mobiliário brasileiro.

Entre os trabalhos apresentados estão reedições e peças como o Biombo Oscar, as luminárias Boa Vista e Bologna e as mesas Gaspar, Joaquim, Cabral, Paulico e Otto, além de obras do universo de Percival Lafer, como as poltronas PL-01, PL-81 e PL-97, o Aparador PLE-90 e a Mesa de Centro Woodstick.

Um percurso que conecta diferentes linguagens

Ao distribuir essas propostas por diferentes pavimentos, a CASACOR Rio transforma arte, design e cultura em parte integrante da experiência de visitação. As exposições e instalações não aparecem como elementos isolados, mas como pontos de encontro entre diferentes tempos, linguagens e formas de perceber o espaço.

No 7º andar, Entre Tempos conduz o visitante pela história e pela memória da cidade. No 6º, A Forma Informal aproxima design e memória. No 5º, Interseções investiga arte, matéria e processo. No 3º, Fio Condutor cria uma experiência que reúne arte popular, artesanato e matéria. E, no 2º, Fragmentos do Avesso estabelece diálogos entre design, arquitetura, arte e memória.

Em conjunto, os projetos reforçam uma das características desta edição comemorativa: a aproximação entre arquitetura, design, arte e cultura como formas complementares de compreender e transformar a cidade. A própria implantação da mostra parte dessa integração, distribuindo ambientes residenciais, comerciais, culturais e de convivência pelos pavimentos do edifício.

Ao completar 35 anos, a CASACOR Rio encontra no Centro do Rio um território especialmente simbólico para essa reflexão. Entre a arquitetura modernista do Edifício Aliança da Bahia, a paisagem histórica da região e as novas propostas de ocupação, a mostra convida o público a olhar para aquilo que permanece, para aquilo que se transforma e para as possibilidades que surgem quando diferentes tempos e linguagens compartilham o mesmo espaço.

Sob o tema “Mente e Coração”, arte, design e arquitetura participam desse movimento como instrumentos de percepção e provocação. Ao longo do percurso, o visitante é convidado não apenas a observar obras, instalações e ambientes, mas a estabelecer novas relações com a matéria, com a memória e com a própria cidade.

A CASACOR Rio de Janeiro 2026 tem Patrocínio Master Deca, Tinta Oficial Coral, Patrocínio Local Brastemp, Fragrância Oficial Glade, Apoio Local Portinari, Shopping Oficial Casa Shopping, Fornecedor Oficial ALA, Hotel Oficial Fairmont Rio de Janeiro Copacabana, Parceiro de Tecnologia Claro, Patrocínio Institucional CAU/RJ, Apoio Institucional Prefeitura do Rio – Cultura e Visit Rio e parceiro de mídia O Globo.

Confira fotos dos ambientes no link: https://tinyurl.com/casacorriosemanaartecultura

SERVIÇO – CASACOR Rio de Janeiro 2026

Onde: Edifício Aliança da Bahia, Rua Araújo Porto Alegre, 36, Centro, Rio de Janeiro RJ

Quando: de 15 de setembro a 8 de novembro de 2026

Horário de funcionamento: de terça a domingo, das 12h às 22h

Horário da bilheteria: de terça a domingo, das 12h às 20h

Feriados: 12 de outubro e 2 de novembro

Bilheteria digital: https://appcasacor.com.br/events/rio-de-janeiro-2026

Valores dos ingressos: R$ 120,00 (inteira) e R$ 60,00 (meia-entrada).

Meia-entrada

- Idoso a partir de 60 anos.

- Estudante, apresentando documento válido com foto ou comprovante de pagamento.

- PCD (pessoa com deficiência) e seu acompanhante (conforme a Lei nº 12.933/13).

- Professor da rede pública ou privada, apresentando documento válido com foto.

Promoção de pré-venda não válida para meia-entrada. Comprovação de meia-entrada será exigida na entrada.

Importante: Gratuidade para crianças com até 10 anos de idade, mediante comprovação.

Um mesmo CPF pode comprar no máximo 10 ingressos.

Venda para grupos: Compras acima de 10 ingressos ou por CNPJ, envie e-mail para daniele@tresplus.com

Estacionamento

Não há estacionamento próprio.

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