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quinta-feira, 19 de março de 2026

Crescimento da água em lata na América do Sul reflete novas escolhas de consumo e avanços em circularidade

 

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Por Tamires Silvestre
 
O Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, é um convite à reflexão sobre a gestão responsável de um dos recursos mais essenciais à vida. Em um contexto de mudanças climáticas, pressão sobre recursos naturais e consumidores cada vez mais atentos às suas escolhas, a conversa sobre água também passa, inevitavelmente, pela embalagem de bebidas.
A forma como a água é distribuída, transportada e consumida tornou-se parte central da agenda de sustentabilidade, especialmente diante da busca por soluções que contribuam para uma economia circular real. Nos últimos anos, a água em lata tem avançado na América do Sul, acompanhando transformações no comportamento de consumo e o fortalecimento da agenda de economia circular. Desde 2020, quando a categoria começou a ganhar tração no Brasil, o segmento vem se consolidando como uma alternativa alinhada à inovação e à sustentabilidade.
Afinal, quando falamos de água, precisamos nos lembrar da responsabilidade com os recursos naturais. Nesse contexto, o alumínio se destaca por suas propriedades circulares. A lata de alumínio pode ser reciclada muitas vezes, retornando ao ciclo produtivo como nova embalagem. No Brasil, a taxa de reciclagem das latas de alumínio supera 95% há mais de 15 anos. Já na Argentina e no Paraguai, a taxa de reciclagem varia entre 80% e 90%, e no Chile ela é de aproximadamente 33%.
Além disso, a reciclagem do alumínio economiza cerca de 95% da energia necessária para a produção do metal primário, contribuindo diretamente para a redução de emissões ao longo do ciclo de vida da embalagem. Isso ocorre pois o material mantém suas propriedades originais após sucessivos ciclos de reaproveitamento, característica que reforça seu papel em modelos de economia circular.