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O Projeto Manipueira, coordenado nacionalmente pela Associação Brasileira de Cerveja Artesanal (Abracerva), entra em uma nova etapa ao despertar o interesse da academia pela possibilidade de estabelecer um novo estilo brasileiro de cerveja. Uma pesquisa aprovada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) receberá mais de R$ 400 mil para estudar como os microrganismos do processo de produção da cerveja Manipueira Selvagem, incluindo a manipueira (líquido resultante da prensagem da mandioca durante a produção de farinha), dos barris e dos ambientes de produção contribuem para as características microbiológicas, químicas e sensoriais da bebida.
O anúncio ocorre na semana em que se comemora o Dia Internacional da Cerveja, celebrado nesta sexta-feira, 7 de agosto. A data móvel celebrada anualmente na primeira sexta-feira de agosto.
O estudo, intitulado “Caracterização Multiômica e Mapeamento Integrado do Terroir da Manipueira Selvagem: Uma Nova Cerveja Brasileira de Fermentação Espontânea”, será conduzido no Centro Multidisciplinar de Tecnologia Cervejeira (CTCerv) do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em Sertãozinho. Coordenado pelo professor Jean Carlos Rodrigues da Silva, o trabalho reúne pesquisadores do IFSP e da Universidade de São Paulo (USP), além das cervejarias Cozalinda, de Florianópolis (SC), e Uçá, de Sergipe.
O Projeto Manipueira
O Projeto Manipueira utiliza microrganismos presentes na fermentação espontânea do líquido manipueira para fermentar mostos cervejeiros. O processo de fermentação-maturação ocorre em barris de madeira ao longo de 12 meses. A iniciativa nasceu de uma parceria entre as cervejarias Cozalinda, de Florianópolis, e Zalaz, de Paraisópolis (MG), e foi ampliada nacionalmente pela Abracerva.
